quarta-feira, 26 de outubro de 2011

6 manos buedamaus de séries

Em muitas séries de tv temos antagonistas fodidos. aqueles que puxam cordelinhos comá merda, que controlam toda a situação mesmo sem se saber bem como. aqueles que estão sempre 3 passos à frente dos seus adversário, e que dificultam em muito as funções dos nossos heróis. também os há inclusive, a serem as duas coisas ao mesmo tempo: enquanto são bueda bosses da cena, ao mesmo tempo também são os anti-heróis à frente de tudo, com os quais o espectador acaba por ter uma relação forte. cá estão seis manos desses:


GUSTAVO FRING


Começamos logo por um pesadíssimo e provavelmente o tipo com mais sangue frio de todos os presentes. gustavo fring, recorrente na terceira e quarta temporadas da genial breaking bad, é um pai de família extremoso e empresário de sucesso em albuquerque, com o seu restaurante de fast food los pollos hermanos. é também o maior distribuidor de metafentamina de toda aquela zona, usando os meios que tem ao dispôr (como walter por exemplo) até já não precisar deles. é controlador por natureza, meticuloso, e cada passo que dá já vem relacionado com aquilo que ele vai fazer nos três passos que estão à frente. gus foi o perfeito antagonista de walter, um homem cheio de si, jogador exímio, cuja maior fraqueza é o ódio que o consome por dentro.

JOE TOBIN

Joe tobin foi o filho da puta por excelência na extraordinária terceira temporada de damages (aka a série com a glenn close que é das melhores coisas que a tv já fez)fragil inicialmente, ele vai ghanhando calo à medida que tem de proteger os segredos familiares. vive na sombra do pai, tendo de carregar esse mesmo fardo. e com a ganância e vontade em ter mais e deixar tudo seguro, acaba por se surpreender a ele próprio num percurso ao abismo que culmina com...epá vejam damages. é das melhores séries em exibição actualmente.

NUCKY THOMPSON

O boss. é o protagonista da excelente boardwalk empire, e é o anti-herói que por um lado nós queremos que se safe, e por outro nem por isso. nucky thompson é o tesoureiro de atlantic city dos anos 20, ou seja todo o dinheiro que a cidade faz vem ter com ele. por outro lado, o xerife da cidade é o irmão (e nucky era o antigo xerife) quem lhe ensinou as manhas foi um dos fundadores da cidade, conhece magistrados, governadores, com jeitinho dá uma ajuda do caraças a eleger presidentes. é aquela figura que todos os homens do poder querem ao lado, porque ele sabe fazer toda a safra de trabalho sujo para os poder colocar lá. tem conhecimentos e dinheiro, e é com ele e só com ele que atlantic city se mexe.

DAVID BRENT


este também é o boss. a diferença é que ninguém o respeita como tal. david brent é a megastar da melhor série de comédia que já vi. o chefe do escritório que tem a mania que não é preconceituoso, mas depois tem entradas racistas e sexistas, que se acha mais cómico que o charlot se for preciso, que julga ser uma figura inspiradora para todos, que enfim acha que manda mas não manda ponta de chaveiro. acha-se o maior mas não é. e com isso cria situações cómicas de embaraço tal que às vezes achamos demais. mas não conseguimos parar de ver. nem de rir. se querem situações constrangedoras chamem david brent. é o melhor departamento dele.


BENJAMIN LINUS


ben linus foi o tipo que mais porrada levou em lost. merecida sim (matou algum - muito - povo e fez matar outros) mas ao mesmo tempo foi das figuras que mais nos preocupavam na série. porquê? talvez pelo seu mistério inicialmente, e depois pelo conhecimento do seu passado. ben linus é muito perigoso porque também conhece tudo, e sabe o que tem de dizer para que os outros façam as merdas. por outro lado, engana toda a gente se for preciso, e defende-se com o grande conhecimento que possui da ilha. é um mano fodido que era um puto frágil.

MALORY ARCHER


A única mulher da lista, malory archer, é egocêntrica, neurótica e mima o filho como se ele tivesse 2 anos e precisasse dela à bruta. malory archer é daquelas mães que não aceitam o crescimento do filho: e como acham que o devem proteger sempre, são capazes de tudo para isso. malory é capaz de virar a agência de espionagem ISIS do avesso, só para encontrar sterling, ou simplesmente para lhe pdoer dizer na cara que ele está errado e que precisa dela. por outro lado é uma patroa que se está a cagar para os problemas dos empregados. só lhe interessa beber alcóol , falar marotamente com o chefe da espionagem russa, e dizer ao filho que ele continua sem ser grande coisa, se ela não estiver lá para ele. e provavelmente é a melhor personagem que a muitíssimo boa "archer" criou.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

o povo não curte o mundo cão(parte 50 mil)



terriers, série criada pelo argumentista de oceans eleven e matchstick men(filme de ridley scott com nicolas cage e um plot twist dos fodidos no fim) ted griffin, foi muito provavelmente a melhor série estreada o ano passado. esqueçam game of thrones, the walking dead, the killing, entre outras que tiveram, pelo menos, críticas positivas: terriers é melhor que estas séries juntas se for preciso, e eu gosto das 3 séries que referi.

a história dos detectives hank dolworth, e o seu parceiro britt pollack envolvidos em vários casos que, por norma, se agigantam à medida que vão desfiando o novelo, é muito mais que um simples conto com o caso da semana e um desenvolvimento das personagens em volta: terriers teve nos seus 13 episódios, talvez um ou dois casos que se resolveram nos 40 minutos. e mesmo esses conseguiram ser surpreendentes e cativantes, balaceando a sua resolução com os problemas pessoais dos dois detectives.

terriers é um buddy tv show pode-se dizer isso, no entanto existe a ex mulher de hank, gretchen, e a namorada de britt, katie. na categoria de secundários com muito tempo de antena, temos ainda o ex parceiro de hank na bófia, a irmã ultra inteligente mas com uma data de problemas psicológicos, a advogada que lhes arranja os biscates. todas estas personagens são importantes na trama e têm funções a cumprir: aliás em terriers nada é por acaso, nenhuma cena está a mais, está tudo perfeitamente embrulhado, para que muitas vezes abramos a boca de espanto face à solução lógica apresentada.


ora esta saga de detectives teve tanto sucesso como eu a engatar babes numa discoteca da vida. num universo de 250 milhões de pessoas, a série teve números que rondavam os...300 mil espectadores. não é muito normal o fx cancelar séries em barda (o ano passado para além de terriers, também houve lights out que teve o mesmo fim), mas há que apontar o dedo ao canal por não ter promovido a série como devia: enfiar o bulldogue winston, que nem tem tanto tempo de antena teve como isso, como figura principal dos cartazes, foi pessimamente jogado. não ter alertado que a série está bem longe de ser cómica, tendo um momento ou outro meio cáustico que dá para um gajo rir, também foi um erro.

mais que tudo, terriers tem "culto" escrito na testa. é uma série extraordinariamente bem escrita, que surpreende quase minuto a minuto, que tem as ideias muito bem organizadas, e tem duas personagens que vão vivendo dramas tanto do dia a dia como do seu passado: e por vezes arrastam quem conhecem para o meio da lama. sem ter grande comparação a nível de conteúdo, terriers podia ter sido o breaking bad do fx. não foi. agora resta aplaudir a genialidade de griffin e seus argumentistas, bem como a química mostrada pelos actores (sobretudo os 2 protagonistas) e rezar que um dia algum canal mais pequeno queira perceber o que é que griffin ainda tem para nos mostrar. face às constantes e interessantes reviravoltas que a série oferecia, bem como personagens verdadeiramente multidimensionais e com uma matriz obscura forte, era mais que justo perceber onde é que o criador nos queria levar.


de qualquer forma, assim como está é um pequeno segredo partilhado com poucos. vão vê-la. garanto que vão ficar boquiabertos algumas vezes e que, pelo menos, vão entender as razões de hank e britt serem como são.

caguei: eu gostei mesmo disto. leva 10 cães a babarem-se à bruta para o chão só porque sim, em 10.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

parks and recreation ou um cisne todo bónito chamado leslie knope em 5 pontos rápidos



Vamos lá a ver: parks and recreation é série do caralho.pronto. As personagens estão muito bem desenvolvidas, as tramas são interessantes, e sobretudo consegue-se sentir um ambiente de cidadezinha de província que é muito complicado de reter num estúdio na califórnia.

No entanto nem tudo foram rosas para parks and rec: a sua génese teve o (óbvio) problema de ter o irmão mais velho chamado the office (versão states pois claro) e achou-se que a  série queria tentar ser parecida ao irmão grande que come gajas à bruta. parks and rec não tinha uma total noção de como era possível engatar babes sem ser necessário usar a mesma abordagem que o irmão mais cota. No entanto, neste momento parks and recreation tem basicamente em comum com the office o facto de ser um mockumentary e ter autores que trabalharam na ex-série de carell e companhia.


a questão aqui é simples: como foi possível a série ter conseguido essa transformação? vou tentar meter tópicos, cena mais simples e coiso.

1- a série nunca foi propriamente uma cópia de the office

 sim, eu sei o que disse acima. a questão é que essa crítica foi feita mais pelo facto de parks and recreation ser também um mockumentary e estar no ar no mesmo dia de the office, a horas muito próximas. porque leslie knope nunca foi igual ao patrão de the office, e porque  a série retrata muito mais que o simples dia a dia num escritório. isso já lhe está inerente desde o princípio, a questão é que a série não tinha sido desenvolvida o suficiente.

2 - paciência

 paciência em esperar por resultados. deixar a coisa respirar, dar-lhe tempo. e foi isso que felizmente foi feito com a série e se notou enormemente. era preciso deixar os personagens agir e percebê-los melhor, criar situações para eles responderem. quando os criadores da série disseram que a primeira temporada tinha sido mais um piloto tamanho xxl que outra coisa qualquer, estavam a ser totalmente sinceros.

3-  arcos rápidos e muitos episódios com uma temática só.

 fundamental. a primeira temporada baseou-se no tal buraco junto da casa de ann. todos os episódios podiam ter várias variantes, no entanto esse era o tema principal. no próprio finale isso ficou inerente. chegamos à segunda temporada e o buraco foi cheio passado pouco tempo. eles perceberam que não valia a pena insistir mais naquele arco. aliás tnham-no percebido antes - desde o primeiro episódio da segunda temporada, onde o casamento dos pinguins foi o arco. Terem passado a fazer episódios temáticos, cujo arco durasse apenas os 20 minutos, foi meio caminho andado para parks and rec perceber o seu potencial e como é que podia desenvolver os seus personagens.

4- andy dwyer

 andy dwyer é o namorado de ann no início da série. o tipo que caíu no buraco, o alvo da reclamação da enfermeira no piloto. inicialmente vemos andy como um tipo que não faz ponta de chaveiro e está em casa com o gesso posto. na segunda temporada ele foi amplamente desenvolvido, passando a trabalhar como engraxador no edifício da câmara. andy foi a personagem que mais cresceu na série, e aquela que mais beneficiou com as mudanças do guião. foi também muito por ele que a série melhorou.

5- donna e jerry

 os secundários ganharam muito mais espaço. embora só apareçam pontualmente, donna e jerry são caracteres de nome próprio na série: têm as suas paranóias, vicissitudes, características peculiares. donna é a bacana que se acha pachachuda à bruta e manda bocas fodidas a toda a gente. jerry é o bode expiatório, o saco de pancada de todo o departamento. são dois comic relieves que servem precisamente para nos conseguirmos descartar de leslie, tom, ron, andy, april, etc, quando queremos. e lá está foram muito mais bem desenvolvidos na segunda temporada.

- tudo isto para dizer que parks and recrreation foi uma série que soube corrigir seus erros iniciais, e teve a sorte de ter um canal que não a deitou fora quando ela precisava de apoio. e pensar que sem isso, andávamos a viver todos sem as paranóias do ron, o vício no trabalho da leslie, o bully feito ao jerry ou o estilo pausado do tom...o mundo estava um lugar bem pior para se viver.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

a festa das sobras.



Fala-se bastante, ao longo dos últimos anos, da crescente qualidade das séries americanas. diz-se muito que o próprio enredo das séries se torna muito mais interessante do que os filmes do sistema de hollywood. pois bem, com tanta publicidade às séries americanas, esquece-se o essencial: a maioria das pessoas vê sempre as mesmas e muitas delas nem são grande espingarda.

Convenhamos que two and a half men, big bang theory, ncis, csi, glee, dancing with the stars ou american idol, não são portentos de originalidade. já foram feitos quarenta mil vezes e é isso a que o povo assiste. é melhor que a nova sitcom da sic ou as novelas a retalho da tvi? claro que sim, é inegável que os americanos têm sorte na sua programação televisiva. mas também comem alguma merda.

conclusão: é sobretudo no cabo que arranjamos a programação mais original e diversificada. como cá aliás. a questão é que nos estados unidos o problema da audiência é altamente bicudo: um programa pode ser genial, mas se tiver poucos espectadores fode-se. aconteceu com arrested development. aconteceu com freaks and geeks e undeclared. com Studio 60 on the Sunset Strip (que ainda não vi). isto são tudo exemplos de canais abertos é certo, mas é quase tradicional que nos states existam pérolas que quase ninguém viu.

"party down" foi uma série original do canal starz, que tem uma produção própria de séries há algum tempo. no lugar de criadores temos rob thomas (de veronica mars) e o actor paul rudd por exemplo. e de que trata party down? de um conjunto de aspirantes ou antigos autores e argumentistas que trabalham numa empresa de gathering, cada um deles com as suas especificidades: o patrão que quer abrir um negócio de sopas e pão com a mania que é um tipo do caraças (um pequeno tom à the office, mas muito mais amigável), a tipa comediante que acredita ainda poder vingar, o tipo qque cagou de alto na carreira e anda meio perdido, a bacana mais velha que julga viver duma glória que nunca teve, o nerd argumentista (vivido por martin starr, o bill de freaks and geeks) e ainda o tipo que se acha alto galã e diz que sabe conquistar as babes.

todos eles estão meio na fossa a fazer algo que não querem. no entanto a sua interacção com as pessoas que encontram nas festas que ajudam a organizar são garante de gargalhadas e sobretudo de inteligência do texto. party down tem piadas que vão do mais suave ao mais nojento, situações constrangedoras, mas tudo com uma excelente criação de contexto.

o cast também é muito bem escolhido. tem jane lynch que foi fazer a porra do glee, adam scott agora em parks and recreation, o já referido martin starr, ou ainda ken marino que esteve em veronica mars. a verdade é que todo o elenco funciona na perfeição, é coeso e interage muito bem. temos o geek e o galã sempre à porrada, o tipo que já cagou na carreira e a comediante numa tensão sexual constante, a tipa mais velha a fazer castelos no ar, e o chefe a achar-se melhor que eles todos. e ainda existem participações especiais de jk simmons (de juno) ou de ken jeong de community e the hangover.

ora com uma história sólida e cómica e um bom cast, o que falhou? ora pois claro: as audiências. "party down" é uma espécie de freaks and geeks 10 anos depois. uma série sobre pessoas que ninguém quer saber a tentar fazer algo pela vida e ao mesmo tempo confinados a um espaço que detestam. como o povo de freaks and geeks tivesse crescido e agora trabalhasse todo na área doo gathering. o espírito é esse. é uma pena que ninguém tenha ligado pevas a uma série tão boa como party down. e com os seus actores mais ou menos orientados de trabalho, resta-nos esperar que muita gente se decida a adquirir a série vá-se lá saber por que meio. como eu fiz. e valeu bem a pena.

ainda não acabei de ver a série toda, mas até agora vão 9 bacanas comediantes com ar fofinho em 10.

domingo, 6 de março de 2011

contra a reacçao na eurovisão, ou como ir a um festival da treta com os votos dos que não o curtem.

http://www.publico.pt/Cultura/votos-do-povo-dao-vitoria-aos-homens-da-luta-no-festival-rtp-da-cancao_1483493#Comentarios

 


    Sejamos honestos desde já: actualmente o festival da canção é um bocado de merda. não há como fugir disso. aliás: todos os anos avançam para lá intérpretes tarefeiros vindos de concursos televisivos, ou mesmo do seilaonde. com letras ridículas (o axel tinha uma que era "boom boom yeah"?!) e canções tão originais como os plágios do tony carreira.

    Acredito que o festival fizesse sentido nos anos 60 ou 70 em que o acesso à música era diminuto, e um programa deste género, com uma certa interactividade, o povo a micar a tv e defender a sua canção favorita, fizesse sentido. Sentido fazia que para lá iam nomes como simone de oliveira, paulo de carvalho, fernando tordo, nomes à séria com carreira feita e base de público comprovada.

   Ainda assim o pior nem está no nosso canto: a eurovisão deve ser dos piores eventos televisivos que tenho memória. a carrada de spice girls da estónia e shakiras da bielorússia que por lá já passaram, dizem tudo. bandas e intérpretes de décima quinta categoria, sem grande futuro musical previsto, a irem para lá discorrer banalidades para os países vizinhos votarem. e nós continuamos a apoiar este bocado de merda seca, em estado continuado de descomposição, voltando a ir àquela merda todos os anos, e levando por exemplo coisas que mereciam melhor palco, como flor de lis há dois anos.

 O facto dos homens da luta terem ganho o festival pouco tem de relevante para o futuro do mesmo. para o ano voltarão os tipos engomadinhos vindos de não sei onde, e as bacanas pachachudas e mamalhudas, com decotes marotos, a mandar uns agudos fodidos à rita guerra, e alguém dentro desse quadrante ganhará. No entanto deu para perceber que uma base sólida de apoio faz milagres. e o facebook. A música não é de todo dos temas mais interessantes deles, mas isso é cagativo.

  A questão é: teve piada? claro que sim. todos os anos temos os mesmos compositores, os mesmos arranjos, mesmo o povo que canta muitas vezes já lá foi. aquilo é um sistema montado que funciona para meia dúzia de pessoas brilharem só naquela noite - no resto do ano voltam à penumbra. sendo assim é normal que um tema que os mande foder, embora não literalmente, lhes cause tanta celeuma. até porque as pessoas que votaram nos homens da luta são aquelas que não vêem o festival e nunca tinham votado na vida. E depois a rtp acabar a emissão de um festival com "a luta continua" em uníssono é um momento televisivo filhadaputa e brilhante. só por isso já valeu a pena a vitória dos gajos.

Quanto ao medo de sermos representados por eles na eurovisão, a minha resposta é: mas quem raio se interessa por aquele concurso ridículo e merdoso? foda-se!  vamos mesmo estar assim tão mal com as merdas de plástico que os outros países vão mandar? ao menos temos algo que, embora teatral, é muito mais genuíno que qualquer outra merda que os outros países mandem. pensem nisso.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

motion city soundtrack - my dinossaur life (2010)



Os motion city sountrack nunca foram propriamente uma banda genial ou inovadora: os seus temas pop com puxões de emo à bruta e uma ou outra mínima pincelada de um certo trejeito indie não são grandemente originais (ok poucas bandas do género usam sintetizadores desta forma mas de resto...), embora consigam contornar os preceitos comuns daquele pop-punk meio parvo. são bem melhores que essas pretensas teen-bands que proliferam em bandas sonoras daquele género meio esquecido da primeira metade dos zero zeros chamado "filme para adolescentes" é verdade, mas a nível de som não os podemos considerar nenhuns pink floyd.

Obviamente que não é isso que lhes interessa. A cena dos tipos é simplesmente fazer canções que sejam catchy, convincentes, com letras minimamente interessantes. E verdade seja dita que o percurso deles em todos os discos que têm até agora ( ora portantos, "i am the movie", "commit this to memory", "even if it kills me" e o novo que se vai falar) tem sido muitíssimo regular. Sem nenhum rasgo de génio confere, mas consistente o suficiente para suscitar interesse.

"My dinossaur life" não é portanto nenhuma bíblia musical: nem pretende sê-lo. Ao longo destes 12 temas o que temos são temas punk pop com o balanço próprio da banda e que servem sobretudo para entreter o ouvido. A grande diferença aqui é que este disco no seu todo soa bastante mais coeso que os anteriores. não é que os outros fossem maus ou erróneos: como indiquei os tipos são consistentes, mas neste caso a fasquia eleva-se um pouco mais. nota-se mais preocupação em criar canções na acepção do termo, em terem refrões que colem realmente ao ouvido e ao mesmo tempo continuarem iguais ao que sempre foram, não acusando demasiado apelo às massas (mesmo tendo em conta que agora estão numa multinacional).

De facto canções como "a life less ordinary (need a little help), "her words destroyed my planet", "disappear" ou "pulp fiction" são perfeitos exemplos disso. Exemplos em como a banda conseguiu sobretudo aprimorar o seu som e torná-lo ainda mais coeso e contagiante ao ouvido. Súmula de carreira? epá nem por isso. Talvez possa considerar o disco mais definitivo dos tipos e sem dúvida o primeiro a ouvir quando se quiser investigar mais do grupo. no entanto acredito que se o emo rock dos tipos conseguiu ser interessante até agora, o próximo disco também é capaz de continuar a contenda.

Em súmula: este "my dinossaur life" é óptimo quando se quer descontrair o ouvido de cenas mais complexas e quando se pretende simplesmente ouvir algo simples, que soe bem e tenha refrões cantaroláveis. è pena que tanta gente enverede em guilty pleasures meio estranhos e não venha para estes lados. E é pena tambémm que estes tipos ainda não tenham o reconhecimento merecido. Conseguir ter canções contagiantes à bruta num estilo até bastante audível e acessível, mas ao mesmo tempo não perder personalidade artística, é algo muito complicado de conseguir. e os homens sempre foram e são capazes disso.

Leva oito triceratops verdes à bruta em dez.

domingo, 19 de dezembro de 2010

weezer - hurley (2010)



E deu na mona dos weezer mandar um disco cá para fora este ano. este já é o terceiro disco no terceiro ano para a banda, e se muitos acham que os weezer há muito que não são musicalmente relevantes, outros ainda se divertem a ouvir os cânticos de cuomo e companhia.

e eu sou um deles. è verdade que a genialidade da banda ficou nos dois primeiros discos, mas depois do primeiro homónimo e de pinkerton existe muito tema bom e altamente cantarolável. è verdade que a criatividade ficou para debaixo do tapete, mas sinceramente estou-me cagando. E "hurley" é mais um exemplo de meia dúzia de temas cantaroláveis, agradavelmente contagiantes e que soam sempre despretensiosos, o que é mais que bom.

Com uma capa a modos que peculiar (e que acabou por ficar para nome do álbum), os weezer continuam na onda do "estamo-nos a cagar, queremos é mandar merdas cá para fora sem trabalhar muito na cena" e isso nota-se positivamente. sim, disse positivamente. Vamos lá a ser honestos: se "raditude", "hurley", sobretudo estes dois, surgissem depois de um hiato da banda, obviamente que a coisa seria analisada de outra perspectiva. Não seria concerteza intenção dos weezer mandar uma cena, não incompleta ou inacabada, mas pouco consequente. Mas assim nós sabemos que cuomo está virado é para fazer música. e eu estou com ele.

Quanto a temas a cena não difere muito dos discos anteriores: "memories" é um excelente single, catchy à bruta e com uma letra que eu curto, "where's my sex" é o tema alien do disco (mais pela letra e pelo arrastar cheesy) que também soa mel nos ouvidos, "time flies" a balada que fecha o álbum. Posto isto e despachando a coisa, "hurley" não é o melhor disco dos weezer nem de perto nem de longe, mas tem um conjunto de malhas simpáticas, com letras simples mas certeiras e entretém à bruta.

È certo que a carreira dos weezer virou dum taxi driver para um the hangover. No entanto ambos os filmes têm os seus pontos fortes e são bons à sua maneira. Obviamente que the hangover nunca poderá ser scorsese, mas não é isso que quer. e os weezer também não querem sê-lo. Por mim tudo bem. a ver se nos dão mais umas cançõzinhas fresquinhas para o belo do sing along, em 2011. Por enquanto está tudo mais que aprovado.

dou sete kates recheadas de sensualidade em lost, em dez.


e toma lá vídeo do "memories". sim, tem povo do jackass. buéda sweet e quê.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Running wilde - ou como ter povo bué de bacano a fazer cenas por vezes não quer dizer grande espingarda



Toda a gente sabe, ou pelo menos devia saber, que arrested development é cena absolutamente genial. a família bluth, repleta de disfuncionalidade, conseguia obter uma química exemplar em todos os seus personagens, arranjar histórias cativantes para cada um deles, e pejar de referências a filmes séries e etc todos os episódios. diria inclusivamente que community talvez seja a série que hoje em dia mais próxima está desse brilhantismo que hurwitz, o criador, conseguiu obter.

Running wilde foi a nova aposta de hurwitz. tem também will arnet e david cross, e junta a isso keri russel que foi estrela em felicity. A história é simples: arnett é steve wilde um tipo milionário e emmy o seu antigo interesse amoroso. Emmy é uma activista ecológica e wilde um tipo ricaço que nunca trabalhara na vida. Ela volta à vida de wilde muito a pedido da sua filha e acaba a viver numa casa da árvore na propriedade de steve. David cross é o eterno namorado da bacana. e é isto.

Temos portanto uma espécie de opposites attarct e toda a série tem como necessidade mostrar a dicotomia entre os dois e a forma em como eles se conseguem contrapôr. E de facto ela tenta fazer isso em quase todos os seus momentos. è normal vermos Wilde no meio do seu ócio, com uma data de luxos desnecessários, e emmy a contrariar essa vivência a tentar mudá-lo e a educar a sua fiilha ao mesmo tempo.

A questão é: isto tem graça? Esse é o problema. Running wilde tenta funcionar através desta oposição de caracteres (juntando também o vizinho, amigo e rival faad e alguns empregados de steve), sendo que por vezes consegue na maior parte das vezes falta-lhe simplesmente chegar ao clímax da piada. Nota-se construção de personagens, nota-se vontade em contar histórias que façam rir o espectador, mas falta o mais importante: que ele de facto se ria. è normal que achemos graça ao estilo irresponsável e meio facilista de steve, mas a questão é que não passa muito disso.

Tendo estes factores em conta a fox já cancelou a série. Ficará com os 13 episódios que foram gravados e é uma sorte. E se por um lado a série não conseguiu granjear momentos de humor puro, por outro parece-me que teria por ali matéria-prima suficiente para conseguir carburar. Acredito sinceramente que running wilde ainda tinha muito por onde pegar e podia chegar pelo menos perto de arrested development. Parece um contrasenso dizer isto depois dos bitaites que debitei mas episódios como o excelente "the junior affairs" faziam-me acreditar nisso.

Steve wilde é uma personagem interessante o suficiente para nos importarmos com ele, e emmy com mais algum desenvolvimento chegava lá. Acho é que andy, o namorado de emmy, devia ter tido mais tempo de antena porque criar um ambientalista extremista mas que depois se contradizia em algumas acções, é cena demasiado boa para só surgir em 4 ou 5 episódios.

Sinceramente acredito que running wilde ainda vai ser lembrada daqui a uns anos como "série que afinal até tinha graça, mas ninguém micou isso no tempo certo". è pena que assim seja porque hurwitz continua a ser um génio, arnet e russel tinham boa química e a série granjeia momentos porreiros de quando em vez. só espero que esta parelha toda volte o mais depressa possível. e consiga desta vez criar um conceito que seja melhor defendido.


domingo, 28 de novembro de 2010

community, ou harvard é tipo cocó do grande.



Normalmente as sitcoms americanas funcionam por um motivo muito específico: boa interacção entre as personagens principais. Enfiam-se alguns estereótipos em cada figura, coisas em comum, e vamos ficando a vê-las interagir ao longo dos episódios, criando situações que sejam cómicas e com as quais de alguma forma nos identifiquemos. "Community" não é excepção: a série é boa porque as personagens principais têm uma química imbatível e funcionam bem juntos. a questão é: existe algo para além disso?

Vejamos: how i met your mother fala de um grupo de amigos nos trintas e tal. friends falava de...bem o nome diz tudo. raising hope é sobre uma família que tem um novo membro. big bang theory são quatro nerds e uma gaja boa, vizinha de dois deles. Tudo isto tem um denominador comum: independentemente de cada série ter personagens bem diferentes umas das outras, na maior parte dos casos, o seu passado é idêntico. estamos a falar de amizades, de temas familiares, de vizinhança. Community não. fala de um grupo de pessoas que só mesmo naquele local específico é que se poderiam encontrar. e isso faz toda a diferença.



Community tem uma premissa simples: jeff um advogado sem grandes escrúpulos é obrigado a frequentar uma faculdade pública americana para poder voltar ao activo. Rapidamente encontra um interesse amoroso chamado britta, tentando arranjar motivos para "estudar" espanhol com ela. nisto britta junta alguns colegas para fazerem um grupo de estudo de espanhol e jeff acaba por ficar no grupo também.

e pronto. o que temos depois é uma miúda que passou as passas do algarve na adolescência, um tipo mega boss no secundário que depois se lixou a entrar na faculdade, um indiano estranho, uma afro americana já para os 40 linguaruda à bruta e um tipo de meia idade a tentar ser o mais jovem possível. community vive totalmente das personagens e lucra imenso com a improbabilidade de cruzamento das mesmas: muitas das situações cómicas que se arrancam da série têm a ver com esta estranheza de interacção. nisso e também com o director da faculdade que tenta ser sempre o mais politicamente correcto possível, acabando sempre por fazer bem pior, e pelo genial professor de espanhol, señor chang aka ken jeong o chinês nu de the hangover.




Por outro lado a série tem também conseguido aguentar-se porque em cada episódio vemos disciplinas novas que os alunos vão fazendo de modo a conseguirem mais créditos. Ou seja têm existido sempre boas razões para continuarmos colados. De qualquer forma "community" funciona onde as outras sitcoms também funcionam: num cast bem escolhido (onde está chevy chase e o já citado ken jeong) numa boa interacção entre ele, mas sobretudo na surpresa em ver os habituais losers, misturados com os "machos dominantes" da cena, e com povo mais velho que já nem sabe bem o que é. Por outro lado as particularidades de cada personagem são também ricas o suficiente para a série andar.

"Community" vai somente na sua segunda temporada. ainda não sabe se será renovada ou não: isto nos states as audiências mandam, e uma série até pode ser merdosa mas se tiver público continua até ao fim do universo. No entanto para além de momentos cómicos de mestre que por vezes consegue arrancar, fica também a vitória em como misturar passados tão distintos pode dar em coisa boa. por mim venham mais umas quantas temporadas que isto merece inteiramente a minha atenção.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

the walking dead - porque os zombies são nossos amigos




Ou pelo menos são mais que as mães. Esta adaptação feita da bd com o mesmo nome (que já tem uns quantos capítulos) já é falada ao tempo. aliás pelas internets da vida e provavelmente pelo amc - canal que exibe a série nos states - isto andou a ser divulgado abrutalhadamente. the walking dead entrava nossos pcs adentro mal começássemos a pesquisar por séries novas. a verdade é que esta será provavelmente a primeira série com zombies ó sério e para durar uns tempos: e diga-se que os zombies são muito mais fizes que os vampiros: pelo menos não optam pela paneleirice do pescocinho e vão logo escarafunchar o corpo todo duma pessoa. lindíssimo.

Ora a história parece girar em torno de Rick grimes, bófia e pai de família. O nosso herói leva um tiro nos cornos, fica em coma e quando acorda apercebe-se que qualquer coisa anda estranha. Vai analisar melhor e parece que há uns quantos cadáveres por aí e povo morto-vivo. E a sinopse da coisa é isto. è simples? é. Mas tendo em conta que estamos a falar de zombies enfiados numa série pode soar estranho. No entanto existe alguém que nos descansa em relação à série em si: frank darabont himself, um dos criadores, realizador de obras do caraças como shawshank redemption e o subvalorizadíssimo the mist.



Honestamente, e digo isto sem qualquer problema, este episódio piloto pareceu-me o melhor pilot que já vi desde o de lost. è grandioso nos planos que darabont lhe aplica, consegue ser emocional no sentimento de perda do personagem principal, de incompreensão face a uma realidade totalmente nova, e ao mesmo tempo enérgico e assustador nalgumas cenas em que surgem os zombies. todas as faces desta moeda chamada "the walking dead" foram claramente (bem) calculadas para lhe imprimir o efeito desejado. Não se sente que qualquer pormenor importante fora descurado, e mesmo a história paralela deste episódio foi um portento de emocionalidade e humanismo.

Há de facto cenas que marcam mas que não vou relatar. A questão é que houve todo um misto de sentimentos já expostos e estamos a falar de uma série que se direcciona para a temática zombie. Por outro lado as personagens com quem nós tivemos mais familiaridade (rick grimes e o pai e filho cujo nome já não me lembro) foram descritas na perfeição e tivemos plena preocupação com o seu destino. E isso foi um dos grandes trunfos de lost: conseguir encher a vista mas ao mesmo tempo ter em atenção que o mais importante são as vidas criadas naquele ecrã.



Não faço ideia como é que "the walking dead" vai continuar. Mas com um portento destes acredito plenamente no futuro desta série que me parece vir a revolucionar o mundo do ecrã mais pequenote. A amc parece ter acertado outra vez. Depois da batelada de prémios de mad men (que nunca tive tomates para ver) dos prémios e da genialidade de breaking bad e da seca do caraças chamada rubicon(mas pois teve críticas porreiras), the walking dead parece seguir o trilho do canal. Agora é ver se darabont consegue continuar a história sem nos fartar de ver um tipo em busca da sua família e a dar porrada em zombies.

Se fosse para dar nota eram praí nove zombies e meio a levarem um tiraço nos cornos.


sábado, 9 de outubro de 2010

seriados que começaram no simpático corropio do outono e que eu já andei a micar.

Por tradição a temporada setembro/outubro é mais que prolífera nos states no que diz respeito a séries de tv. Este ano então tem sido um abuso do caraças: hawaii five-o, sh** my dad says, terriers, the glades, rubicon(estas duas começaram um bocado mais cedo mas que se lixe) the event, undercovers, the big c, lonestar, boardwalk empire,running wilde, raising hope, detroit 1-8-7...enfim. um porradão delas. Neste caso falaremos só de 3 exemplos que foram até agora aqueles que mais vontade me deram de ver: the event, the glades e raising hope.



The event é um emaranhado de situações, muito provavelmente interligadas de modo lógico e que acontecem meio abruptamente: ao mesmo tempo vemos um bacano fodido da marmita porque a namorada foi raptada, um atentado ao presidente dos eua, e ainda a existência de aliens na terra. tudo isto parece estar interligado. a história inicia-se de forma frenética com o que parece ser a tentativa de tomada de um avião por parte de uma das personagens, desenvolvendo-se em flashbacks constantes.

è uma história pois claro recheada de mistérios, teorias e situações que tentam surpreender o espectador. A questão é: poderá funcionar? a ver vamos. Os 3 primeiros episódios, embora longe de perfeitos, parecem-me suficientes para a coisa conseguir carburar. Mas tudo vai depender da forma em como as personagens se desenvolverem. Afinal foi à pala delas, e não à pala dos milhentos mistérios, que lost teve sucesso onde flashforward falhou rotundamente. Por enquanto parece-me ser uma série interessante de seguir, com ideias frescas e que vai buscar de facto inspiração a estas duas séries que referi como a 24. Mas não vale a pena avaliar muito, o ideal é esperar por mais...



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Já "the glades" resume-se em 3 linhas. Detective de chicago é transferido para a florida, supostamente porque o seu chefe ficou chifrudo à pala dele. a questão é que a cena na florida é mais intrincada do que ele estava à espera... e é isto. A série começa sempre por um cadáver encontrado por alguém que está naquele spot muitas vezes por razões marotas, e a investigação é desencadeada mais ou menos sempre da mesma forma. O que vale é que Jim longworth é um detective de facto inteligente, costuma transgredir um bocado o sistema em que está e isso tem graça. a personagen não sendo muito rica consegue-se aguentar, bem como os secundários: a enfermeira callie e o tipo que trabalha nas autópsias, carlos sanchez.

Não sendo portanto uma série propriamente inventiva e até sendo um pouco repetitiva por vezes, "the glades" consegue cativar através de episódios sólidos, boas interpretações e uma boa química entre os seus intervenientes. e jim longworth tem um simpático grau de coolness que ajuda. è bom entretenimento e uma boa forma de evitar os csis da vida que estão mais que batidos. aliás o próprio canal onde a série é transmitida já percebeu isso, renovando a série para uma segunda temporada.

a esta já posso dar nota: e leva sete laranjas da cena em dez.



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"Raising hope" é a nova série do criador de "my name is earl" e tem a simples premissa de um chavalo meio loser, de nome Jimmy chance, a ser pai à pala de uma one night stand com uma bacana criminosa à bruta. tudo isto se descobre em dez minutos, e depois disso a série acompanha a criança (que inicialmente se chama princess beyonce!) a ser educada pelo seu pai e sua família disfuncional: os avós que têm uns 15 anos de diferença dele, uma operadora de caixa que é o seu interesse amoroso (e a sua prima que funciona como oposto), e a bisavó maluca dos cornos que fuma à bruta e anda de topless pela casa.

"Raising hope" tem somente três episódios: para já sabe-se que vai ter uma temporada completa de 22 capítulos, mas acredito que se a série assim continuar poderá ter bem mais que uma simples season. è que tem tudo para dar certo: personagens que cativam, momentos cómicos em barda, uma boa conjugação no elenco e sobretudo um tom honesto e simples, por vezes até comovente. De facto tanto as notas no metacritic, como as audiências em si fazem-me acreditar nisso. Parece ser uma sitcom que tem tudo para ser uma vencedora. Até o formato meio abrupto em como os episódios são montados me parece ficar a matar em tudo isto. Para já é a minha grande revelação deste ano a nível de séries, e só quero é que assim continue. Quero mandar muitas mais gargalhadas à pala desta cativante família.




e está feito. the event é série para quem curtia lost, 24 e ficou lixado(a) dos cornos com o cancelamento de flashforward. the glades é para quem curtia monk e está farto dos csis da vida para ver crimes a ser resolvidos. e raising hope é sobretudo para quem gosta de sitcoms e de filmes como o gigantesco little miss sunshine. e pronto.done.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

kick-ass, ou como andar à pêra só porque sim.



Mark millar é um escritor de bd que já escreveu para uma data de superheróis da marvel: homem aranha, quarteto fantastico entre outros. foi também responsável pelas séries the authority, e wanted, esta última que deu em filme protagonizado por angelina jolie. Mas tudo isto que se lixe quando existe kick-ass, graphic novel mais que politicamente incorrecta, cheia de sangue, putos à batatada, carros fodidos e sobretudo uma lata do caraças em compilar tudo isto.

a história segue um puto de praí 16 anos, Dave Lizewski um tipo normalzinho da silva, com uma vida costumeira: videojogos, comics, punhetas à pala da profe de biologia. e paixão fodida pela pita toda boa da turma: Katie deauxma. è portanto um puto perfeitamente comum para a idade que tem. possui alguns problemas pessoas é certo - a mãe dele já morreu e o pai continua numa espiral de isolamento que não sendo gravíssima ainda é alvo de preocupação por parte do puto.

De qualquer forma o importante é perceber que o puto com a mania dos comics se decide literalmente armar-se em herói: arranja um fato via ebay e cá vai disto, siga proteger as ruas que elas estão cheias de cabrões. E daí a partir-se todo, aparecer no youtube e ser parceiro de uma pita de 11 anos com instinto mortífero e o pai que a educou é um passo.



Honestamente não quero mandar muitas informações sobre o livro. kick ass consegue ser uma experiência violenta, cómica, dramática e nostálgica ao mesmo tempo, sem nunca perder a lucidez em relação ao que vai relatando. è pena que o filme não consiga chegar nem sequer a metade da potência do comic, mas são coisas da vida. O que temos aqui é um adolescente tipo spider man mas sem super-poderes nenhuns: apenas leva (e muito) na tromba porque lhe apetece brincar na rua. a única protecção que ele tem são placas de metal que lhe meteram na cabeça depois de ter levado um enxerto no focinho. Isto é um super-herói dito comum? No way.



E depois temos big daddy e hit girl como sidekicks e super-heróis mais a sério: o pai, ex-bófia educou a filha para ser uma espécie de "ramba": a miúda mata a torto e a direito, usa facas como ninguém, sobe a prédios que é um mimo e ainda snifa coca nas horas vagas. e sim, tem 11 anos. São eles que se vão juntar a kick-ass, bem como red mist inicialmente um tipo que parece ter boas intenções, mas que depois...coiso. Estas são as quatro personagens no comic que mais importância e relevância têem.

Mark millar, muito bem suportado pelo excelente trabalho gráfico do consagrado john romita jr., faz aqui aquilo a que chamo uma obra-prima que consegue cativar através da violência extrema sim, mas também pelo facto de possuir um certo realismo que a torna encantadora. Isto já para não falar da excelente forma de mostrar a vida dupla do puto dave(e a tentativa de proteger a sua identidade secreta) e de conseguir meter uns mini twists pelo meio, que dão ainda mais força à história. Kick ass é um marco? Por enquanto não sei, mas pode chegar a isso. e estou ansiosamente à espera de mais...

leva nove profes de biologia pachachudas em dez.

domingo, 3 de outubro de 2010

6 filmes que são um cocó(e que toda a gente curtiu praí bués) e 6 moves que deviam ser reconhecidos na rua tipo cristiano ronaldo

Sim, já fiz uma lista idêntica umas postas abaixo. A diferença é: neste caso poderemos até falar de obras primas do caraças que injustamente não tiveram o desejado reconhecimento. aliás, alguns filmes do outro post até poderiam ser reconhecidos como uma bela merda...neste caso falemos de filmes que eu achei do caraças e que não tiveram o merecido sucesso ou reconhecimento. Quanto ao outro lado da balança é simples: filmes sobrevalorizados.


FILMES QUE SÃO UM COCÓ E QUE TODA A GENTE CURTIU BUÉS


1- BABEL



Vou ser sincero: nunca percebi o buzz à volta do iñarritu. Amores perros é um filme demasiado grande com o mesmo tipo de metáforas a serem repetidas até à exaustão. Não é mau, mas não é mais que razoável. 21 grams sim é um óptimo filme, ainda assim sem ser portento de genialidade. E babel é uma bela merda: conto esquemático sobre diferenças culturais, em como a globalização pode desmoronar uma simples acção. Com elos ridículos, interpretações meio reles, momentos de postal ilustrado sem sentido, babel é uma súmula idiota de preconceitos bacocos metidos a martelo para dar azo a "filme de consciência social". Pois claro, deu merda. Esta merda ter sido nomeada para tanto óscar é que não se percebe.

2- A BEAUTIFUL MIND



Mais um belo pedaço de cocó vindo do ron howard. é suposto ser uma biografia do matemático john forbes nash, mas acaba por se transformar num filme sobre um homem que é esquizofrénico e que, vá-se lá saber como, é alto matemático. Não fazemos puto de ideia porque raio é que ele ganha o nobel. Sabemos que é maluco da pinha que tem uma mulher boazuda e que os comprimidos que toma lhe fodem a potênncia sexual. E russel crowe está um chato do caraças a adoptar todos os trejeitos que o manual "como ganhar um óscar de melhor actor" pede. Não me lixem.

3 - AMERICAN HISTORY X



Juro que não vejo o brilhantismo disto. O que vejo é um irmão que foi preso por ter morto um preto e quando baza da choldra diz ao outro irmão que os nazis são muito maus: podem não comer miúdos ao pequeno almoço mas possuem um certo prazer em violar prisioneiros incautos que deixam cair o sabonete. as razões para que a personagem de edward norton mude de opinião são pouco mais que anedóticas, e o filme quer-se valer de uma data de flashbacks que mostram uma vida na prisão fodida é certo, mas onde parece que o simples depoimento de um gajo preto e uma enrabadela no duche à pala disso, servem para um gajo deixar de ser nazi. Ah e tal é capaz é. Bela merda.

4 - TITANIC



Ok, este até pode ser controverso: afinal há uma data de gente que também o acha merdoso. Mas vamos a ver... ganhou 13(!) óscares e tem um rating de 82% no rottentomatoes. Anyhow o filme é de facto péssimo. Puxa à lágrima fácil que é coisa parva, inventa um navio para meter uma história de amor entre a pachachuda ricaça e o cromo da bola pobre, e ainda enfia aquela coisa mete nojo chamada celine dion a cantar por cima. No seu melhor é uma comédia involuntária. No seu pior um dramalhão ridículo, sem ponta por onde se lhe pegue, que usa algo icónico como o titanic como desculpa para fazer um parzinho romântico. bah.


5 - SHAKESPEARE IN LOVE


Sinceramente já não vejo este filme aos anos. Mas como meti na cabeça meter 6 filmes tive que ir ao baú das memórias buscar este bocado de póia, da qual já não me lembro assim tão bem. No entanto a reflexão é válida por isto: shakespeare in love é um filme banalíssimo sobre um mano que escrevia umas merdas arranja uma babe toda ricaça, que se disfarça de gajo para poder entrar nas peças dele, e por aí adiante. è tão biografia de shakespeare ou algo do género, como o "garganta funda" é um slasher movie. è o aproveitamento de uma figura histórica para uma convencional história de amor que basicamente é uma idiotice. E querem saber o melhor? ganhou o óscar num ano de saving private ryan, la vita é bella e o grandioso the thin red line. Não me fodam... e quem votou nesta merda devia enfiar o óscar pela peida acima. Cabrões.


6 - THE RING


Este filme não teve o alcance crítico de alguns dos anteriores, no entanto sempre foi visto como um remake que acertou na adaptação do seu objecto fílmico. e eu digo isto: vão pó caralho. The ring é um filme chato com uma pretensa atmosfera de medo mas sem nunca a conseguir concretizar e tem cenas ridículas como um cavalo maluco dos cornos a galopar por um barco fora. Buédafixe. Naomi watts tornou-se alta actriz depois disto (mais à pala do mulholland drive do lynch pois claro) e gore verbinski fez-se menino para se meter no "pirates of caribbean" - por mim tudo bem, mas este filme já era enfiado num buraco, tapado com bosta de boi no meio do deserto do arizona. Prémmio parvoíce do caraças para esta coisa sem nexo.


6 MOVES QUE DEVIAM SER RECONHECIDOS NA RUA TIPO CRISTIANO RONALDO


1- ED WOOD


Provavelmente é o melhor filme de tim burton, a par de big fish a meu entender. A biografia de edward d.wood jr o mano maluco da marmita com uma paixão gigantesca por cinema e que curtia vestir-se à gaja (claramente seria um potencial folião do carnaval aqui da terra) é das coisas mais genialmente delirantes que já devem ter sido feitas em hollywood. Foi o filme que originou o salto de tim burton para a excelência, que tornou johnny depp o actor do caraças que é hoje. Está bem, está bem, já tinha havido edward scissorhands antes, mas aí depp ainda não estava no "formato jack sparrow" digamos assim. E ed wood tinha um elenco fabuloso... é comédia, é drama, é uma obra genial que pouco sucesso teve. e que merecia ser glorificado enquando um dos melhores filmes da década de 90.

2- HOT FUZZ



Senão fosse nuno markl, este filme ia pelo ralo abaixo tal como foi o brilhante "shaun of the dead". Realizado por edgar wright e com frost e pegg novamente em dupla, hot fuzz é como se enfiássemos sylvester stallone à porrada com manos no meio da bela terra da vidigueira. a saga de um bófia exemplar que é destacado para uma terra de província, é um filme cómico de acção divertidíssimo, que entretém como tudo e uma homenagem descarada e gigante tanto aos buddy movies, como aos blockbusters de acção hollywoodescos. Um filme com uma data de sumo, inteligente e que demonstra que muitas vezes os melhores filmes não passam nos cinemas, por interesses comerciais bacocos e ilógicos. OK, este passou mas foi milagre do grande.


3 - THE MIST



Darabont teve reconhecimento absoluto com the shawshank redemption, mas tanto the majestic, como este the mist passaram praticamente ao lado de carreiras que mereciam ter sido muito mais lucrativas. The majestic é um bom filme; the mist é genial no medo que imprime, na reacção humana em relação a esse medo, na assustadora transformação das profecias inicialmente ridículas, para a coisa mais crédula do universo, focadas na personagem de marcia gay harden. Isto já para não falar no final mais aterrador da história do cinema, atrevo-me a dizer. Foi provavelmente o melhor filme do seu ano (2007) e merecia todos os prémios do mundo. Em vez disso teve uma carreira tão discreta nas salas como carlos queiroz na selecção nacional...

4- THE 25TH HOUR



Spike lee é dos meus realizadores favoritos. 25th hour é o filme que o capta para patamares de genialidade. Edward norton teve provavelmente o papel da sua vida neste filme. "5th hour é um rasgar de emoções face a uma nova iorque ainda a sarar as recentes dores do 11 de setembro. E fá-lo através de um tipo que está nas suas últimas horas de liberdade. Monty(norton) é a personificação de uma cidade, de um país de uma cultura que se achou sempre soberana, sempre intocável e que é tocada fatalmente no coração. E a passividade parece continuar instalada. Spike lee cria um filme com uma série de camadas, com algumas cenas geniais (norton ao espelho do wc, o diálogo entre as personagens de barry pepper e phillip seymour hoffman, ou a cena final do filme) e visualmente muito forte e realista. foi esquecido de tudo e umas botas- mesmo dos espectadores- porque é tudo uma merda seca. Merece ser visto? foda-se, merece é ser venerado...

5- BIG FAN



Eu próprio sou um bocado de bosta de boi. encontrei "big fan" por acaso, "adquiri-o" e o que vi deixou-me estarrecido: esta história simples de um fanático de uma certa equipa de futebol americano, mais loser que o charlie brown, é comovente, deprimente, cáustica, irónica, e mais um conjunto maroto de adjectivos que a serviriam perfeitamente. Realizado pelo argumentista de "the wrestler" (filme que ainda não vi, alta merda) "big fan" é uma parábola sobre os fanáticos de futebol, num filme bastante duro e que tem como mais valia nunca desiludir o espectador face às decisões tomadas pelo personagem principal - num papel do catano de patton oswalt. Merecia chegar aos óscares, ganhar tudo e mais alguma coisa e ter 23345367675544233 milhões de pessoas a vê-lo.

6 - CHASING AMY



Sim, eu curto milhões do kevin smith. Os três primeiros filmes dele são do catano, e o resto da filmografia, no geral, é muito boa. "Chasing amy" será a par do primeiro clerks o melhor filme do mano gordo de new jersey. E é uma comédia romântica com um par gigantesco de tomates, sobre um tipo que se apaixona por uma bacana fufa. Tem momentos cómicos deliciosos, dramatismo à bruta e consegue no geral ser uma parábola a todas as babes que nós curtimos mas que acabamos por perder a meio do percurso por estupidez nossa. e tudo isto num modo realista, sem paninhos quentes e sem músicas paneleiras a meio. Provavelmente a obra de kevin smith que merecia um reconhecimento muitíssimo maior do que aquele que tem. OK, clerks é genialíssimo, mas chasing amy pouco ou nada lhe fica atrás. é ir a correr vê-lo porra.


e é isto. se na primeira categoria fiz a cena espremida à bruta, neste caso falar de "savages","the fountain", "Gwoemul", "idiocracy" , entre mais cinquanta mil, só me tinha feito bem. mas que se lixe agora.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

more than a thousand - vol:IV make friends and enemies



Quem me conhece de outras andanças, saberá com certeza que os more than a thousand sempre foi uma banda por quem nutri particular gosto. têm um disco de estreia muito bom, o ep seguinte é uma cena bastante interessante, no entanto o importante é micar a genialidade de um disco chamado "trailers are always more exciting than movies" que criou um sururu (palavra mais que paneleira foda-se) relativamente grande e, diga-se até devia ter sido maior.

Este "make friends and enemies" é o segundo longa-duração da banda, depois de "the hollow", um disco também ele interessante onde a banda de setúbal experimentou outros caminhos, texturas sonoras que lhe eram desconhecidas anteriormente (é ouvir "the virus" por exemplo) Esse disco foi tanto um aligeirar de som, como também um caminho para uma experimentação que me causou alguma surpresa.

Já este "make friends and enemies" deixa isso tudo paara trás. È um disco que resulta da maturação da banda sim, mas onde se nota uma espécie de consolidação de processos maior que em "the hollow". È verdade que não tem tanta variedade sonora, no entanto compensa isso com canções com mais nervo, mais coesas, e sobretudo ainda mais catchy. Este novo disco é uma colectânea de novos hinos para serem ouvidos em todó lado garantidamente. Com um imaginário vindo de algumas histórias de horror - algo que sempre esteve presente nos mtat, muito ou pouco, "make friends and enemies" é a consequência natural da banda. Agora só com um vocalista o emocore ficou definitivamente para trás, e o que se tem é rock com alguns laivos de post-hardcore com muita força.

è verdade que o novo tomo dos manos não consegue ter temas que nos espantem abertamente: não abri a boca espanto com "teenage wastelands" ou "first bite" como abri com "the beautiful faces hide witches" ou "cease fire". Mas consegui ver estes temas muito mais enquadrados numa lógica de disco que os anteriores. Foi isso que os mais de mil fizeram: um conjunto de temas de estrutura semelhante mas que assentam bem uns com os outros e que no global fazem um excelente registo no panorama do rock em portugal. E o melhor é que já identificamos o som da banda enquanto more than a thousand.


resumindo rapidamente: boa pomada. Não chega ao brilhantismo absoluto de "trailers are always more exciting than movies" e não será necessariamente melhor que "vol.II- the hollow", mas é um disco que não envergonha a banda e onde sobretudo se nota a coesão musical de um colectivo que ainda pode crescer abrutalhadamente.

leva 8 frankensteins fodidos em 10.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

DROGA NÃO DÁ SAÚDE NÃO (MAS É BEM BOA)



Sem mais delongas afirmo que breaking bad é série filhadaputa. Porquê? Foda-se. Antes de mais por ter uma história que deixa um gajo agarrado como carocho a cavalo. depois por ter um tema que se pode considerar polémico e ser uma série muitíssimo bem escrita. E finalmente por ter um porradão de personagens bastante complexas, cobertas numa data de camadas à shrek e cebola, que ora conseguuem estar num limiar de desespero arranjar irónicos cómicos reliefs e ainda inverterem os padrões sociais de modo a ficarmos divididos em relação à sua acção.

A premissa é simples e ao mesmo tempo prometedora: um tipo inteligente à bruta mas que foi meio enrabado por colegas de faculdade (bryan cranston, o pai dos putos em malcolm in the middle), acaba por se cingir a um trabalho enquanto profe de química para putos no secundário e nas horas vagas andar a lavar carros à viva força. Walt white é claramente um tipo com um qi acima da média e sabe-o, embora não faça grande espingarda para melhorar a situação. tem um filho com paralesia cerebral e uma mulher que se dedica à casa (plo menos não me lembro da skyler trabalhar no início da série). Para melhorar a coisa descobre que tem um tumor no pulmão, e que terá poucos meses de vida. Ora isso em vez de o condicionar ainda mais e fazê-lo vitimizar-se à bruta, liberta-o: num instante despede-se do trabalho na lavagem automática, e noutro está a pedir a um antigo aluno para o ajudar a montar um laboratório de droga. Objectivo? tentar fazer guita suficiente para que a família possa viver porreiramente quando ele for de lopes.

Jesse pinkman é daquele tipo de puto que nunca havia de dar grande coisa, e mais cedo ou mais tarde seria catado pela bófia à pala da andar a produzir metanfetamina. È walt que o safa de ser catado pelo cunhado (que trabalha nos narcóticos de albuquerque)e então pede-lhe para o ajudar a comercializar a droga que ele fará. E tornam-se sócios. E começa o busílis: o gajo tem cancro, é pai de familia parece ser boa pessoa, e vai ajudar uma data de viciados a viverem ainda pior. com intenções nobres sim: mas porra o gajo está a foder outras pessoas? e agora?

e o melhor é que este dilema moral inicial vai-se adensando ao longo da série: Walt white não é mau, mas se não conhecêssemos os seus motivos era um cabrão que devia ir preso. Mas o que ele faz é legítimo? E jesse que não é mau puto, mas é viciado e faz uns negócios pouco simpáticos, merece andar poraí à solta? e que acontece se a família de walt descobre a sua oculta actividade? No meio de tudo isto aparecem uns dealers (uns mais lixadotes que outros), cartéis, e um advogado o grandioso saul goodman claramente o personagem mais cómico a da série e que tem um site todo bonito e mais que funcional.



De facto o melhor de tudo é compreender como é que cada personagem reage às adversidades que surgem. e vermos as personagens a transformarem-se a realizarem acções que pareceriam inicialmente surpreendentes é o maior trunfo de breaking bad: a droga é fixe sim senhor, mas termos personagens complexos multidimensionais, faz torná-los mais humanos, mais reais. è uma série particularmente realista e que nos faz lembrar até à exaustão que ser-se humano é muito mais que respirar e possuir rotinas. Também nos surpreendemos a nós próprios. Também nos transformamos. e não me parece que até hoje alguma série que tenha visto, tenha retratado toda esta metamorfose de um modo tão cru, duro e...real. é cena do camandro breaking bad.



Vejam e percebam porque raio está a ser tão aclamada. Agora é esperar pela quarta temporada, embora ainda falte porradão de tempo...