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domingo, 30 de maio de 2010

rock in rio ou como arranjar um sofá à borla.




Há qualquer coisa de estranho quando um gajo vê o cartaz de um festival e se apercebe que a única banda que o faria pagar bilhete é portuga e de setúbal (isto sem desprimor nenhum para os mais de mil que são das minhas bandas nacionais favoritas). e daí talvez não quando estamos a falar do rock in rio, a verdadeira feira ambulante com concertos no meio.

Porque me parece ser essa a definição mais correcta. Eu, que nunca lá meti a pata (estive quase, quase para ir na primeira edição no dia de metallica) posso mandar o bitaite completamente à vontade. Mas quando um gajo vai ler crónicas do concerto de muse, ou do mayer, ou dos trovante e topa que existem filas para arranjar sofás insufláveis grátis(!) ou maquilhagem especial à borla( outro !), parece-lhe que o conceito de festival musical está ,mais do que extravasado, subvertido num conceito de centro comercial gigante com umas bandocas a animar o povo.

Montanhas russas e free falls e essas merdas, já eu tinha topado que existiam quando muito espantado vejo uma montanha russa no sudoeste do ano passado, patrocinada pelos totolotos e totobolas da vida. Já acho isso ridíiculo que chegue, mas tudo bem que o sudoeste agora anda vocacionado para uma espécie de férias de uma semana com uns concertos pelo meio - também me parece ser um conceito meio parvo, mas como teve lá faith no more caguei. Agora o rir consegue levar as coisas a outra dimensão: deixa que os portugas se fascinem por uma marca, que cedam à brilhante jogada de marketing e digam com orgulho que lá meteram a pata. Mesmo que não façam a puta de ideia quem lá foi tocar - e isso atingirá eventual expoente na tenda vip, por aquilo que vamos vendo e lendo nas opiniões dos bué famosos da nossa praça.

No fundo, rock in rio, idas a cancun, porto galinhas ou algarve para os pobres, carro novo, ida a um restaurante finório, são pedras do mesmo dominó e servem como objectivo de escarrapachar ao vizinho que se meteu lá a pata - e o rock in rio faz questão de enfatizar isso com a já referida t-shirt. è uma questão que se prende desde os míticos tempos dos descobrimentos em que as peixeiras tinham uma escrava porque marcava a pausa para as vizinhas, ou o povo mais pobre andava com vestes todas da moda, para depois comerem pão que sabia a areia. A questão aqui é: então e a música?


E aqui respondo eu: o rock in rio é um festival para quem não gosta de música. Peguemos nas pessoas do primeiro dia que eram REALMENTE conhecedoras das discografias de quem ia tocar. Decerto que existiam algumas mas...contar-se-iam mais que pelos dedos? Duvido. A shakira terá uma base de fãs sólida? A ivete sangalo? Honestamente não acredito. As pessoas foram porque conhecem os mega-hits da rádio, e o abananço da colombiana e a poeira da brasileira, e meia dúzia foram lá para ver o mayer e pronto. O mesmo no segundo dia. e em certa medida o mesmo no dia de muse - acredito eu que se muse não fosse no rock in rio mas noutro festival qualquer, eles não teriam tanta gente a vê-los. Parecendo que não um dos dias com fãs mais indefectíveis terá sido mesmo com o jailbait da miley cyrus. E claro neste último dia onde sobretudo motorhead e megadeth têem fãs solidamente espalhados pelo país (rammstein são cada vez mais banda da moda e soulfly é sobretudo por terem o cavalera - e ninguém sente a falta de uma banda tuga como ramp que até vai ao palco secundário ou moonspell no palco mundo?)

Mas isto pouco interessa: o mais importante é sair de lá com as guitarras e sofás insufláveis, com unhas pintadas, fotos com duplos de povo musicalmente conhecido, entre bugigangas afins que saem que nem pãezinhos quentes por serem à borla. Fazendo com que as pessoas se esqueçam dos 80 aéreos que gastaram para arranjar um sofá que ficará lindamente na mesa da sala, junto à moldura das férias em porto galinhas e da foto com o bmw novinho em folha, que residem naquele T0 da ameixoeira. È isto que o agressivo marketing do rock in rio consegue: vende sonhos e ilusões a quem os consome diariamente. Com o que isso tem de bom e mau.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

kevin smith ou o tipo que diz que meio amochou



Kevin Smith foi, numa determinada altura da sua carreira, um daqueles nomes mais que promissores de hollywood, uma das grandes esperanças, tipo os chavalos da bola promissores para darem em craques. não terá sido um "cristiano ronaldo em potência" como foram sei lá richard kelly ou meesmo m.night shyammalan (e se o primeiro ainda está num limbo, shyamalan está cada vez mais na fossa para muito boa gente) mas foi sem dúvida um tipo de quem ninguém tirava os olhos de cima. O excelente clerks, um pequeno filme independente mais low-budget todo filmado a preto e branco e com actores meio amadores, foi a força motriz para isso acontecer.
E a verdade é que depois do excelente clerks, mallrats e chasing amy souberam seguir esse padrão.

Clerks, o primeiro, é um filme recheado de lata sobre dois tipos que trabalham numa loja de conveniência. tão simples quanto isso. tem piadas parvas e porcas, tem um feeling indie supremo sobre dois losers a bulir numa loja. somente isto. mas consegue que tanto o responsável dante e o estouvado randal cativem. Ou jay e silent bob que aqui nasceram. E os problemas existenciais daquelas duas personagem conseguem-se transformar em assuntos de estado essenciais para um mundo melhor - pelo menos na nossa cabeça. E isto, lá está em simples hora e meia com meia dúzia de tostões e actores amadores.




Mallrats foi mais ou menos isto mas com mais guita. Existem dois tipos que não fazem nenhum (Ts e Brodie) mas neste caso andam por um centro comercial a passear, centro comercial esse que, pois claro, é também o poiso de jay e silent bob. Mais umas quantas piadas parvas, referências geek e temos um filme que, não sendo tão interessante como clerks foi, consegue ser uma boa adição à filmografia do homem. Mallrats continuua a ser uma singela homenagem à geração meio perdida de smith e aos seus anti-heróis.



Chasimg amy é, no meu mais que douto entender, O filme de Kevin Smith. é uma comédia romântica com um porradão de referências a comics por exemplo (tal como mallrats que até teve uma pequena participação de stan lee himself) mas tem uma essência imbatível por ser dura e até cruel nos seus propósitos. è a história de um gajo que se apaixona por uma...fufa. Basicamente isto.E as suas inseguranças e desvarios, medos etc, são entraves para uma vida mais simpática. Smith mostra aqui a sua sensibilidade e tal sim senhor, mas também um par de tomates do caraças por fazer um filme que emociona um gajo sem lamechices e mariquices. E o discurso de silent bob é das analogias mais básicas de serem feitas, mas de tão certeira que é merece louvores. E chasing amy é isso mesmo: um filme que não revoluciona mundo nenhum mas que subverte um género de tal maneira que o consegue compreender em todo o seu esplendor. è genial diria.






A partir daqui a porca torceu um bocado o rabo. Não que dogma seja mau porque não é, mas nota-se que a "lata" do costume está muito mais entregue ao tema em si (dois anjos que querem ir para o paraíso mas não conseguem) do que ao argumento. E pareceu-me que smith ficou tão contente de ter conseguido meter a sua premissa nas bocas do mundo, que depois ficou a meio caminho. Mas ainda assim é bom. Tal como jay and silent bob o é embora nesse caso ele deixou que as personagens falassem por si. Ou seja o que funcionou foi sem dúvida as piadas que smith por lá meteu, e não a essência da história ou as suas personagens. Mas o filme é porreiro e não houve espiga. De qualquer forma, e voltando a dogma, preciso de o rever que já não o vejo há que tempos.



E agora sim: a porca torce o rabo. Com as belezas da paternidade, Smith tornou-se um menino. è verdade que tenta atenuar isso um bocado: mete por lá umas piadas escatológicas, a miúda não é do tipo "fofinha" tem em george carlin um avô meio nonsense e com graça, e a personagem de ben affleck consegue ter a nossa solidariedade. Mas é lamechas. Bastante mesmo. E muitas das vezes politicamente correcto. Aquilo que a personagem de Affleck quer é o mesmo que Dante queria, com a difenreça que o primeiro teve uma tragédia absoluta na sua vida e o segundo pelo menos que saibamos não. È um filme de kevin smith? A espaços parece sim, mas depois há por lá umas inundações da lágrima semifácil e o caso fica mais bicudo. Não é uma mancha horrível na nossa camisa preferida, mas é uma daquelas que só com umas 3 ou 4 lavagens lá vai.



Smith tentou pedir uma espécie de "desculpa" em "Clerks 2" fazendo voltar as suas personagens primeiras. Clerks 2 é outra vez Dante e Randall a trabalhar agora num sítio chamado "mooby's", porque o quick stop literalmente ardeu, e Jay e Silent Bob em negociatas nas traseiras. Obviamente que a questão aqui é: as desculpas foram aceites?

No que a mim toca não tenho a mínima dúvida que sim. Até digo mais: clerks 2 é um dos meus filmes favoritos de smith. Volta ao politicamente incorrecto às piadas porcas mas com sentido, chega mesmo a ser nojento com a tal cena do jumento que, embora previsível a certa altura, funciona na sua plenitude. E nem sei se isso é bom ou mau... E ainda consegue que essa cena seja fundamental na acção do filme, pois é aí que as grandes revelações do filme são colocadas em cheque.

Mas o melhor mesmo de clerks 2 é que o filme sabe dignificar as suas personagens, tem carinho por elas. Sabe que não pode significar o mesmo que o primeiro filme significou, mas arranja um sentido lógico para Dante e Randall, uma espécie de merecida redenção quue não é mais que lhes dar um sentido para a vida. Sentido esse que é basicamente aquilo que gostávamos que smith lhes desse. Sem tirar nem pôr.

E não sendo melhor que clerks, o primeiro, clerks 2 é de facto um filme feito por um fã daquelas pessoas. E daquela geração. Kevin smith, ele mesmo. è verdade que anda por lá uma lamechice manhosa que apodera meia dúzia de minutos o filme mas é aquele tipo de "amochar" que ainda se aceita. Afinal o tipo foi pai, e clerks 2 foi uma espécie de homenagem feita a Jason Mewes (Jay) por ter saído dessa cena chamada droga.




Zack and miri make a porno foi o último filme do homem. Tem cerca de 2 anos e foi construído tendo por base uma porreiraça premissa: dois amigos dividem uma casa, e como são altos falhados sem grande guita, decidem produzir um filme porno para arranjar uns trocos. A premissa diga-se é óptima. Seth Rogen é um actor que eu curto. Elizabeth Banks é fofinha, e volta aquelas piadas subersivas porreiraças que o povo curte ver num filme do homem.

Mas pois claro, o filme torna-se uma comédia romântica. consegue é não ser tão declaradamente lamechas como Jersey girl e Clerks 2(nos momentos em que este puxa para a lamechice). Mas ainda assim o seu desenrolar não é tão satisfatório quanto podia ter sido, e como os primeiros praí 20 minutos faziam parecer. è verdade que a páginas tantas emenda a mão e faz-nos sentir tranquilos em relação ao seu final, mas não é um filme brilhante.

De qualquer forma é bom, e conseguiu unir mais os fãs de smith que não curtiram nem jersey girl nem clerks 2. Eu diria que este foi o filme que me deixou me sossegou em definitivo: afinal o homem ainda sabe o que está a fazer. Quanto aos momentos mais para "molha cueca" pode ser que ele os consiga contextualizar num filme próximo. embora duvide que seja com "cop out" o seu próximo filme com bruce willis e tracy morgan, cena sobre dois bófias à procura de um tipo marado dos cornos e com pancada por cromos de basebol. Acho que é isto.

Pelo trailer, que aqui deixo, soa-me a cena bastante encomendada, mas há coisas encomendadas que funcionam. vamos ver. Embora nem por isso tenha gostado desta apresentação...




e para acabar deixem cá ver se faço um top meu de filmes do homem. Ora bem:

1 - chasing amy
2 - clerks
3 - clerks 2
4 - mallrats
5 - dogma
6 - jay and silent bob strike back
7 - zack and miri make a porno
8 - jersey girl

Atenção: é verdade que zack and miri make a porno está em sétimo, mas de 0 a 10 dava-lhe um 7. tal como ao filme do jay and silent bob e provavelmente a dogma. ia de 8 para o mallrats e o segundo clerks e a 9 para o clerks el primero e chasing amy.

e praí um 5 para jersey girl.

e é isto fiquem todos mais que buéda bem e coiso.

sábado, 31 de outubro de 2009

quando a "dor" é diferente

I hurt myself today
To see if i still feel
I focus on the pain
The only thing that's real
The needle tears a hole
The old familiar string
Try to kill it all away
But i remember everything

What i've i become
My sweetest friend
Everyone i know
Goes away in the end

And you could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt

I wear this crown of shit
Upon my liar's chair
Full of broken thoughts
I cannot repair
Beneath the stains of time
The feelings disappear
You are someone else
I am still right here

What have I become
My sweetest friend
Everyone I know goes away
In the end
And you could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt

If I could start again
A million miles away
I would keep myself
I would find a way


Trent reznor é alma amargurada pelas incidências da vida. Ou pelo menos ele diz que sim. Gosta de se questionar em relação ao que vê, criticando o que lhe parece ter falhas, mas ao mesmo tempo assumindo estados de consciência através da sua acção humana. E também há por lá crítica social e política metida à cara podre. e claro religião, um tema que reznor acha graça igualmente. E os NIN são, pois claro, a maior expressão de um homem cheio de demónios interiores e ao mesmo tempo consciente do mundo onde vive.

È fácil bater nele. Por vezes a sua auto crítica quase alcança ares de vitimização,e isso desgosta a muita gente. embora eu honestamente não perceba qual é o problema de simplesmente criticar a própria vida, cosnciência e condição humanas. Há de facto uma data de canções que têm muito disto. Lembro-me assim meio à parva de "everyday is exactly the same", "we're in this together", ou "something i can ever have".

e o "hurt" pois claro. Hurt é uma das músicas mais emblemáticas de NIN e que honestamente é o retrato perfeito do peixe que fui escrevendo: a condição do homem, a sua vontade em se sentir vivo, a sua consciência em como está no meio do nada. Isto é o que interpreto de hurt. A dor de reznor é a dor de alguém que se sente perdido, em certa medida despeitado, num toar de consciência que pouco lhe permite sobressaír enquanto indivíduo. e o final o "i would find a way" mostra, na minha ideia, um certo conformismo com aquilo que lhe sucedeu.




Obviamente que é somente a leitura de um gajo meio esquisito da cabeça. "Hurt" é um dos temas-ícone dos NIN. a verdade é essa. E quando johnny cash apareceu com a sua versão jamais eu pensaria que conseguisse soar tão diferente do original.




Mas a dor é diferente. Se reznor está conformado, perdido,e julga pouco poder fazer para reparar todos os seus erros , cash tem uma voz de total condenação. Não é uma questão de conformismo, mas sim de morte. Cash não tem tempo sequer para poder evitar esse sentimento: é-lhe impingido. Está conformado sim, mas simplesmente porque os seus dias estão no fim. E aqui o "if i could start again" soa muito mais a uma manifestação de vontade, mas ao mesmo tempo de esmorecimento: ele pensa que poderia corrigir seus erros se tivesse tempo para isso. A tomada de consciência chegou-lhe na morte, numa espécie de testamento musical. Reznor mostrou quem era com 30 e tal anos: cash só aos 70 é que decide, de uma vez, lamentar os erros do passado, falar daquilo que julgara ter feito mal, e que tinha deixado de sentir. Cash parece já ter sentido alguma coisa, vivido, experienciado. Reznor parece mero espectador de uma vida que lhe corre com ele a vê-la passar.


As dores são diferentes. Mas o genial em cash é que ele consegue imprimir esse sentimento na perfeição com um tema que nem sequer é dele. e, diga-se de passagem, um tema com uma estrutura bastante vincada, que tem uma mensagem muito específica. conseguir mudar a mensagem de uma música sobretudo através da voz é uma coisa extraordinária. Cash e reznor não serão assim tão diferentes quanto a sua música parece fazer crer: apenas sofrem de maneiras diferentes. E "hurt" foi para cash o mesmo que "requiem" foi para mozart: um testamento musical para apreciação de todos.


e é esta merda basicamente.

sábado, 10 de outubro de 2009

a vida e o seu percurso com buracos

Ponto prévio: sou um inútil. Isto é um facto. Não faço muito da vida, ainda estou na faculdade com 24 anos(tendo em conta que lá entrei aos 18) e por lá ainda vou continuar, a minha mãe banca-me as coisas todas e nunca trabalhei propriamente na vida. Não é que não tenha feito tipo cenas que já fiz umas quantas, e ganhar uns guitos aqui e acolá, mas ganhar guita tendo nem que seja um recibo verde nunca. Mas já devia fazer parte da população activa e não o faço. E honestamente eu não me preocupo grandemente com isso. Mas já devia pois claro.

Adiante que não sou o único. a verdade é que depois de ter sido um tipo pouco dado a baldas, droga ou álcool, a faculdade teve o condão de me fazer aperceber que estava a ser parvo. e confortável lá entrei e por lá continuo. Porque gosto das pessoas, do ambiente, porque me sinto bem, e também porque é cómodo. E como aquele sítio foi o primeiro sítio do mundo onde me senti cómodo, torna-se muito complicado para mim sair dali. Felizmente ainda vou ter mais dois anos. Mas sei que agora vou ter de me aplicar mais para ver se acabo o mestrado depressinha.

A questão é que estou a ser o idiota do costume que pouco faz. Até aí tudo bem porque conheço muita gente da minha geração que não é idiota e pela faculdade continua sem grandes intenções de lá sair. A questão prende-se com quem conheço e já saíu. Mais: prende-se com as pessoas que um gajo conheceu em puto e que agora vê pela porra de um ecrã.Literalmente. e que ainda por cima tem a blogoesfera para falar disto. Esta cena da net e das tecnologias de informação e o caraças permite a um gajo falar de tudo: até da grande paixão que teve quando ainda era mais puto e ainda mais parvo que hoje. Falo pois claro do meu sexto ano e praí sétimo, e talvez oitavo e nono. A miúda era esta:





Sim, ganhou o casting. sim agora um gajo pode vê-la na televisão todos os dias. è estranho. Lembro-me dela quando os pelos bigodais me nasciam timidamente e a porra da voz engrossava, e chegava sempre à escola com os dentes sujos e o cabelo desalinhado, despenteado, todo turvo. E depois via a loirinha gira, com olhos castanhos, com as amigas numa zona diferente da minha, numa das turmas dos betinhos(que a minha felizmente sempre teve mais "terrorista" como rótulo. E começava a sentir tremeliques parvos e assim. Até me lembro de achar que tinha sido num sonho qualquer que tinha descoberto o nome dela...enfim era puto parvo. Claro que o que acontece nestes casos é que a rapariga se mete com outro tipo qualquer e tipos como eu ficam a arder. Exacto. Pois. Isso,isso.

O curioso(ou nem por isso) é que hoje em dia as únicas diferenças são o eu ter engrossado a voz e os pêlos terem crescido.Agora sou um tipo com barba frondosa, voz à macho, que cheira mal da boca e que tem o cabelo em que parece que um furacão por aqui passou.e que continua a ser um puto parvo. Ah e o facto da rapariga não estar a uns 300 metros de mim junto a um recanto para onde ia a turma dela, também é uma diferença pois claro. Agora só a consigo ver pelas ondas manhosas que dão som e imagem a uma caixa que um tipo qualquer aos anos chamou de televisão. Há coisa mais anónima que isso? Se naquela altura ela mal sabia que eu existia, agora...não sabe.

Também não é trágico. Isto já aconteceu aos anos e eu já recuperei...sim recuperei. Curiosamente o padrão de há 12 anos continua a repetir-se, mas com os tombos que fui dando, este já está um bocadinho mais arredado da memória. Mas com a revelação televisiva tudo aquilo que tinha engavetado voltou a recordação um bocado mais viva.Até porque agora posso voltar a vê-la todos os dias, coisa que já não acontecia quando ela foi para vila do conde, salvo erro para fazer o secundário.Embora na prática seja a mesma coisa.

E é isto. Puto cromo da bola continua na mesma e a babe gira vai ter sucesso na vida. Não há espiga. Hão de levar na mesma com as minhas parvas e toscas lamentações, e com estes acasos estranhos que a vida dá. Afinal devem haver poucos gajos que podem dizer que uma das suas paixões da vida agora apresenta programas de televisão.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Outra vez política foda-se. e movimentos meio cromos.



Quando um gajo não tem mais nada para fazer mete-se em merdas de bussolas eleitorais, e a ver vídeos de movimentos parvos. Sim, reduzir alguns partidos a "movimentos parvos" pode ser também parvo, mas estou-me cagando como diria um antigo presidente do meu clube. Afinal um gajo duma cena verde com um "e" que passa o tempo todo a falar em esperança e optimismo sem meter merdas concretas, e outro com umas estrelas azuis e nome de mm's que diz que as prisões dos EUA estão cheias porque o sistema penal deles é bom (e é para relembrar que "pena de morte" faz parte do dicionário de alguns estados), não me metem a dizer outra coisa.

Eu desde que posso votar sempre meti a peida para meter lá a cruz. Já votei ora umas... 6 vezes (2 europeias, umas autárquicas, outras legislativas, umas presidenciais e o referendo do aborto - acho que é isto).Sempre votei em partidos nunca branco ou nulo. E a mim faz-me confusão este tipo de movimentos oportunistas. O mms parece-me apostar numa política de liberalização económica, assumindo o individualismo de cada um (a palavra "mérito" no nome quer dizer muito) à medida daquilo que são os EUA. E quando o líder de um partido veio dos EUA, estudou nos EUA, e manda postas relacionadas com o sistema dos states que é óptimo, onde não há reformas prós velhotes, segurança social, pensões de invalidez, onde se preconiza a privatização das universidades que têm muito mais nome que as públicas, onde existe pena de morte e perpétua já diz muito. E uma pessoa ser despejada por ficar 3(!) dias sem pagar a renda é anedota digna dos malucos do riso: pouco refinada, parva e sem graça nenhuma.



Já o mep é ainda mais parvo. O mms tem propostas de merda mas elas existem: o movimento esperança portugal não tem nada. A ouvir-se o seu líder o homem fala em "esperança" em "optimismo" em "confiança", parece o sócrates a falar mas com ainda menos conteúdo. E quando um vídeo no youtube relata os abraços fortes a laurinda alves enquanto justificação para extrema confiança na candidata,então nem vale a pena dizer mais nada. Se a Carolina patrocínio ou aquela bacana do ps mais novinha e jeitosa me derem uns abraços fortes, ou algo mais, até sou capaz de confiar nelas e votar no sócrates, por parece que isso chega.

Se o mms é uma espécie de "partido da liberalização económica portuguesa" o mep é o "partido do nada que vai buscar propostas aos outros". Só se entende o seu resultado europeu, que foi bem bom prós gajos, porque as pessoas ouvem meia dúzia de lugares comuns e vão na conversa. A fazer um partido daquele género até eu conseguia fazer. Está tudo farto disto e daquilo e vem o profeta do seilaonde dizer que salva isto tudo, que está muito optimista, que somos muita bons, mas não diz como vai fazer, porquê nem sequer o que raio vai fazer. epá votar no mep ou em branco parece-me o mesmo basicamente. Se calhar abstenção até estava melhor...E a história de ser o meio para ir buscar merdas aqui e ali, parece quando vamos a um restaurante de petiscos, comer umas 5 merdas diferentes, picamos aqui e ali, e depois ficamos com um sabor estranho na boca porque misturámos merdas à bruta. E acabamos por não apreciar nada devidamente. Dou ao mep o prémio "lata" por haver tomates de povo para fazer um movimento (pois partido não é com certeza) sem nada de jeito lá pelo meio.



Falei de dois podia falar no resto: mas estes parecem-me os mais parvos. Também nunca percebi o mpt, nem o partido humanista que mais parece um bloco de esquerda mas em laranja, nem o pnd que tem rótulo de "manuel monteiro ressabiado". Mesmo o bloco de esquerda me custa porque é fusão daquilo e daqueloutro misturado com mais alguma coisa. E se formos exigentes até a cduque nunca teve tomates ao longo da história para se candidatar enquanto partido comunista pura e simplesmente. E o mrpp que basicamente tem votos à pala do pcp nunca se candidatar sozinho. Ou do ps e do psd que estão de acordo em quase tudo - não vou lá muito na história do ps ser reformista e do psd querer deixar tudo quietinho: acho que as reformas do ps são aquelas que a terrível manela faria. Nem o pp que curtia ser mais pnr se o deixassem, mas o portas tem medo de ficar com um bigode esquisito junto a pessoas que dizem "homoxílio" e que viram na internet mas não sabem onde que a maioria dos homossexuais tem tendências pedófilas. sei lá há mais partidos? ainda me lembro do pous ou do pda mas um podia claramente virar foice e martelo e o outro restringir-se às ilhas. e acho estar tudo. Mandar bitaites é fixe mesmo quando baseados em generalizações. So what?

Em conclusão: vamos masé fazer chamadas anónimas pós tipos do mep que têm no seu site os números de móvel de cada candidato. Tipo entregas de pizzas ou o vai já chamar a tua filha. Assim sempre lhes dávamos que fazer caraças.


quinta-feira, 3 de setembro de 2009

falar à parva





Há uma coisa que me dá alto prazer fazer: mandar bitaites à parva sentado no sofá. Ou a beber minis no bar novo da faculdade. è porreiro porque podemos dar um ar de interessados numa merda qualquer, de proactivos, de preocupados com o que nos rodeia, e ao mesmo tempo estamo-nos a cagar para tudo. O sofá e a esplanada são o maior instrumento de conforto e compensamo-lo dizendo meia dúzia de merdas que achamos calhar bem. Assim damos ares de gente preocupada, quando até nos estamos a baldar a uma aula e queremos é apanhar uma carraspana de caixão à cova.

Este parágrafo não vem em sentido nenhum. E noto é isso em mim, e em muito povo. a vontade em fazer alguma coisa é quase nula porque sabe bem como tudo estar com o rabo escarrapachado na esplanada a ver as babes passar e a beber mines ao mesmo tempo. Há melhor que isto? só me lembro de surf e gajas. No entanto dá sempre jeito perceber de alguma coisa. Nem que seja para estarmos na mó de cima em relação a alguma vertente social que até é importante. Política por exemplo: é fofo não mandar os clichés de baixo. Mas ao mesmo tempo chega-me bem meter a cruz no boletim e pronto. Nem é tanto por preguiça, mas sim por pouca vontade de intervencionismo directo.

Iniciativas: há 2 postas atrás falei nessas merdas todas da cultura e no que se podia fazer. Mas vou ser eu a fazê-las? Talvez um dia com sorte. Mas é fixe um gajo lembrar-se disso na cena do "lembro-me de bué merdas e isso quer dizer que até tenho um intelecto maior que o de uma galinha". E pronto. No fundo este próprio post está a ser feito na base de querer escrever alguma coisa, mas não ter nada para dizer. e portanto as patacoadas todas vão-se mandando à cara podre.

Mas é capaz de haver mais merdas. No fundo curtimos milhões mandar o bitaite. e o bitaite bem mandado é sempre fofo de ouvir e de ouvirmos nós mesmos a nossa parva oralidade. e é isto que sa foda.


Já agora puta de som o que meti no início. e esta malha de black crowes também é incrivelmente do catano.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

tipo política e merdas

Toda a gente adora bater nos políticos. que são um cocó, que não cumprem o que prometeram, que são todos iguais, que está tudo na mesma, que só querem tacho. Em relação ao último ponto até concordo que a maioria deles pensa assim. Em relação ao resto acho pelo menos parvo. Porquê? Porque são clichés puros e simples. Se eu concordo com o tacho é porque sei de algumas merdas dentro do sistema político. Mais relativos a juventudes partidárias é certo, mas nesses ambientes já se consegue perceber os exemplos que vêm de cima. Mas o resto é estúpido. Porque as pessoas votam sempre nos mesmos. E porque se não votam podem estar a dar a voz a um filho da puta de um salazar qualquer que se auto-intitule "salvador da pátria" e queira tomar conta do canto porque as pessoas cagam na política.

Claro que com mandatárias da juventude que dizem que pedem às empregadas que lhes tirem graínhas da fruta, em plena televisão, estamos mal. Mas também é verdade que se a babe não estivesse comprometida com o socas ninguém se ia lembrar disso. Aliás espanta-me até que a rapariga esteja no ps, eu que pensava que ela se metesse nos pp da vida. Adiante.

Pelo menos foi uma merda diferente. Quer dizer podia dar grande mensagem política. Mais que isso: acredito plenamente que Carolina Patrocínio age daquele modo por uma questão económica. Afinal os dentistas estão caros e a gente sabe que muitas verdes os caroços e as graínhas lixam os dentes, se mordemos aquela merda de maneira x ou y. Assim perde guita na empregada mas poupa em dentista. Inteligente. e aproveita e manda dizer ao socas que dá jeito os dentistas também poderem trabalhar em hospitais públicos e etc. Seria inteligente.

è o mesmo que se dizer que se gasta muita guita em campanha. 60 e tal milhões de euros não é nada quando temos obras parvas como a ponte vasco da gama. Ou o convento de mafra. Ou o mosteiro dos Jerónimos. Ou o padrão dos descobrimentos. Ou parvoíces históricas como a marcha do elefante do d.manuel ou o tratado de methuen. Afinal os políticos de agora estão a demonstrar que podem gastar tanto como antigamente. e uns 6 euros por pessoa não dá para grande coisa.Dá para alguns medicamentos dos velhotes, um saquinho pequeno de erva, uma refeição no mac. Uma refeição no mac? Foda-se está claro. Aquela refeição na merda da fast food não vai, para darmos guita aos partidos. Estão a querer que fiquemos mais magros. Se bem que um comuna dar guita ao pnr faz-me um bocado de confusão.

E depois desta merda toda, honestamente acho a nossa classe política bem merdosa. Mas as pessoas também são parvas porque preferem meter a cruz no costume, para não lhe chatearem a cabeça do que tentar perceber em quem votar. Dá trabalho querer saber o que se passa no nosso país. Mas se até em casa dá quanto mais aqui no canto à beira-mar. Mas é pena. Porque qualquer dia temos um primeiro ministro da beira, que guarda a guita debaixo do caixão, que teve praí 19 no curso superior, que tem salazar como último nome. Um filha da puta desse género.

domingo, 23 de agosto de 2009

Cultura - uma reflexão ou merda assim



Toda a gente se queixa muito que os portugueses têm pouca cultura. è verdade. Eu diria que a maioria da população do mundo é culturalmente pouco favorecida. Obviamente que estou a falar de cultura no sentido musical, cinematográfico, literário, e não enquanto algo que une as pessoas em torno daquilo que as identifica enquanto seres. Pois bem adiante.

As pessoas queixam-se muito, mas normalmente são os mesmos que acham que a cultura não deve chegar a todos para "preservar" as obras, para não as banalizar. No fundo para não terem o zé da esquina a gostar do mesmo que elas. Queixam-se que ele não distingue um dali dum rembrandt, mas se calhar também não queriam que isso acontecesse. Práfrente.

è verdade que me faz impressão haver gente que acha os transformers um grande filme e o mulholland drive uma seca do caraças. Que a celine dion é a melhor do mundo, e os neurosis uma merda. Que o metal é só berros e o hardcore é somente pornografia. Mas assim é o mundo e assim vai continuar a ser. Porquê? Porque a maioria das pessoas não tem dinheiro para pensar o contrário. E sobretudo não tem tempo nem disponibilidade. Trabalha 8,9,10 horas, chega a casa cansado(a) de um trabalho onde recebe mal. Tem paciência para ir ao cinema ver lynch ou goddard? Como? Vai ver o titanic porque ouviu falar bem nas revistas da moda e na televisão e é um pau.


E parece que toda a gente da cultura se esquece disso. Que as pessoas trabalham.

E não se vê nenhum esforço em levar a montanha a maomé. Em meter cultura em centros comerciais por exemplo(aqui realço o centro cultural na malaposta em odivelas que teve algumas encenações no odivelas parque), em falar com associações recreativas para fazer exposições, peças de teatro, concertos, declamações de poesia, sessões de cinema, em fazer protocolos até com supermercados para bilhetes mais baratos para qualquer coisa(tipo 20 euros em compras, 1 bilhete para o filme x no cineteatro da terra) entre tanta coisa que se pode fazer. Basta ter ideias.



E porque não se costuma fazer nada disto? Eu respondo. Porque somos egoístas. E porque não nos preocupamos.

Somos egoístas porque queremos ter tudo próximo de nós. Queremos ficar satisfeitos por conseguirmos apreciar aquela peça de música clássica, aquele concerto de sludge, aquele filme de um realizador underground da berra, aquela exposição de arte. e não me lixem, que fazemos todos isto. Queremos ver pouca gente nos sítios onde vamos. Porque temos medo da massificação, que os artistas que gostamos comecem a ficar mais mainstream, de ficarmos mais longe num concerto porque determinada banda teve mais fãs. Já não há sentimentos de pertença porque somos demais. e todos fazemos isto. e eu também. Não quero ter de ir a muitos concertos com mais de mil pessoas.

E não nos preocupamos porque se assim fosse os museus tinham outros horários. Porque assim ninguém podia dizer que pessoa "x" ou "y" está "estupidificada" e "alienada" ao sistema e não sabe reflectir sobre o que vê, isto do alto do nosso supremo intelecto.Porque está tudo confinado a uma cultura de massas, ao telelixo e ao futebol. No fundo, porque não podíamos manifestar a nossa superioridade sobre o resto da população. e é de reparar que o "nós" é evidentemente algo abstracto, pois eu gosto pouco de considerar alguém estupidificado. Isso não acredito que exista. Mas há gente que acredita. e isso é...hum estúpido.

Simplesmente a população não têm dinheiro nem paciência para a cultura. e isso só consegue ser mudado de uma maneira: levá-la às pessoas. Esperar que elas dêm de caras com o lobo antunes ou com o Manoel de Oliveira é idioticamente parvo. E é isto praí.

sábado, 22 de agosto de 2009

povo e o caraças.

A televisão diz-se ser uma caixa malvada. Aliena o povo, fá-lo pensar pouco e o camandro. Com os pcs passa-se exactamente o mesmo. E tudo aquilo que não seja trabalho puro e duro acaba por ser palha. E nessa palha estão incluídas aquele porradão de merdas que toda a gente faz como facebooks, fóruns do caraças e afins que toda a gente tem e participa(eu incluído) e que se gosta tanto de intelectualizar à parva como faz por exemplo miguel sousa tavares.

Eu caguei para isso tudo. Que se foda. O importante no meio disto tudo são as pessoas. e há povo que um gajo curte e povo que não se curte. e isto não tem nada a ver, mas apeteceu-me fazer uma introdução parva.



Eu curto o fernando mendes, o gordo da tv. Devo ser das poucas pessoas no país que até simpatiza com o homem. Tem uma linguagem corriqueira e banal, trocadilhos parvos, mas é despretensioso e fácil de compreender. Os programas dele eu via-os regularmente como o nós os ricos por exemplo. Não eram grande coisa? claro que não foda-se. Mas viam-se e a verdade é que ele é daquelas pessoas que parece ter plena noção das suas limitações. e é inteligente a aproveitar o que tem por mais popularucho que possa ser. Ainda por cima até tem ar de ser um tipo simpático com quem dá para ir beber uns copos e ver umas babes, apesar da lagartice do homem.



Já pessoas que acho meio cromas, mete um tipo como o daniel oliveira por exemplo. Aquele gajo das entrevistas ao povo manhoso da sic, o que fez a carolina patrocínio dizer que só come fruta depois das empregadas tirarem as graínhas. O problema desse? Primeiro óbvia ciumeira que tenho pelo facto dele trabalhar directamente com as senhoras roliças do fama show. Mas o pior é ele achar que o que faz é bom e sério. Não me lixem. è sério fazer uma biografia de tipos como os anjos? Gosto musical é abaixo de zero está visto. Ou fazer entrevistas naquela do "ver o outro lado das estrelas" com um ar de absoluta pretensão a achar que é uma judite de sousa? enfim, merdas.

Tudo bem que o gajo teve problemas familiares fodidíssimos, mas não vou julgar o trabalho de uma pessoa pelos problemas que ela teve. Julgo se gosto ou não do trabalho dessa pessoa. e daniel oliveira cum caralho...é por isso que também só apresenta programas da tarde. Mas claramente na vida está muito melhor que eu.



Zézé camarinha o homem. Devia ter uma estátua na praia da rocha. Temos ali uma personagem tão rica e tanta gente que o denigre somente pelo seu machismo latente e pelo que costuma dizer das mulheres terem de trabalhar em casa e o camandro. Zezé camarinha é o paradigma da mudança cultural no mundo. Um homem que tem as babes todas à pala de manhas à moda antiga, com um pensamento meio retrógrada.

Mas é daquelas personagens necessárias num país. Primeiro porque, se for verdade o que diz, dá uma publicidade do caraças a Portugal. Depois porque é pitoresco e representa um passado cultural inegavelmente rico e interessante: falinhas mansas para meter as bifas na cama. e isso é útil como tudo. Não percebo as críticas que lhe fazem, nem percebo os comentários muito ou pouco irónicos em relação a ele. Eu acho que ele deve ser bom tipo. Por mim que continue a micar babes em portimão e as coma por todos nós. Ou assim parecido.


já agora, que discos do caralho fui eu postando aqui.