domingo, 6 de março de 2011

contra a reacçao na eurovisão, ou como ir a um festival da treta com os votos dos que não o curtem.

http://www.publico.pt/Cultura/votos-do-povo-dao-vitoria-aos-homens-da-luta-no-festival-rtp-da-cancao_1483493#Comentarios

 


    Sejamos honestos desde já: actualmente o festival da canção é um bocado de merda. não há como fugir disso. aliás: todos os anos avançam para lá intérpretes tarefeiros vindos de concursos televisivos, ou mesmo do seilaonde. com letras ridículas (o axel tinha uma que era "boom boom yeah"?!) e canções tão originais como os plágios do tony carreira.

    Acredito que o festival fizesse sentido nos anos 60 ou 70 em que o acesso à música era diminuto, e um programa deste género, com uma certa interactividade, o povo a micar a tv e defender a sua canção favorita, fizesse sentido. Sentido fazia que para lá iam nomes como simone de oliveira, paulo de carvalho, fernando tordo, nomes à séria com carreira feita e base de público comprovada.

   Ainda assim o pior nem está no nosso canto: a eurovisão deve ser dos piores eventos televisivos que tenho memória. a carrada de spice girls da estónia e shakiras da bielorússia que por lá já passaram, dizem tudo. bandas e intérpretes de décima quinta categoria, sem grande futuro musical previsto, a irem para lá discorrer banalidades para os países vizinhos votarem. e nós continuamos a apoiar este bocado de merda seca, em estado continuado de descomposição, voltando a ir àquela merda todos os anos, e levando por exemplo coisas que mereciam melhor palco, como flor de lis há dois anos.

 O facto dos homens da luta terem ganho o festival pouco tem de relevante para o futuro do mesmo. para o ano voltarão os tipos engomadinhos vindos de não sei onde, e as bacanas pachachudas e mamalhudas, com decotes marotos, a mandar uns agudos fodidos à rita guerra, e alguém dentro desse quadrante ganhará. No entanto deu para perceber que uma base sólida de apoio faz milagres. e o facebook. A música não é de todo dos temas mais interessantes deles, mas isso é cagativo.

  A questão é: teve piada? claro que sim. todos os anos temos os mesmos compositores, os mesmos arranjos, mesmo o povo que canta muitas vezes já lá foi. aquilo é um sistema montado que funciona para meia dúzia de pessoas brilharem só naquela noite - no resto do ano voltam à penumbra. sendo assim é normal que um tema que os mande foder, embora não literalmente, lhes cause tanta celeuma. até porque as pessoas que votaram nos homens da luta são aquelas que não vêem o festival e nunca tinham votado na vida. E depois a rtp acabar a emissão de um festival com "a luta continua" em uníssono é um momento televisivo filhadaputa e brilhante. só por isso já valeu a pena a vitória dos gajos.

Quanto ao medo de sermos representados por eles na eurovisão, a minha resposta é: mas quem raio se interessa por aquele concurso ridículo e merdoso? foda-se!  vamos mesmo estar assim tão mal com as merdas de plástico que os outros países vão mandar? ao menos temos algo que, embora teatral, é muito mais genuíno que qualquer outra merda que os outros países mandem. pensem nisso.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

motion city soundtrack - my dinossaur life (2010)



Os motion city sountrack nunca foram propriamente uma banda genial ou inovadora: os seus temas pop com puxões de emo à bruta e uma ou outra mínima pincelada de um certo trejeito indie não são grandemente originais (ok poucas bandas do género usam sintetizadores desta forma mas de resto...), embora consigam contornar os preceitos comuns daquele pop-punk meio parvo. são bem melhores que essas pretensas teen-bands que proliferam em bandas sonoras daquele género meio esquecido da primeira metade dos zero zeros chamado "filme para adolescentes" é verdade, mas a nível de som não os podemos considerar nenhuns pink floyd.

Obviamente que não é isso que lhes interessa. A cena dos tipos é simplesmente fazer canções que sejam catchy, convincentes, com letras minimamente interessantes. E verdade seja dita que o percurso deles em todos os discos que têm até agora ( ora portantos, "i am the movie", "commit this to memory", "even if it kills me" e o novo que se vai falar) tem sido muitíssimo regular. Sem nenhum rasgo de génio confere, mas consistente o suficiente para suscitar interesse.

"My dinossaur life" não é portanto nenhuma bíblia musical: nem pretende sê-lo. Ao longo destes 12 temas o que temos são temas punk pop com o balanço próprio da banda e que servem sobretudo para entreter o ouvido. A grande diferença aqui é que este disco no seu todo soa bastante mais coeso que os anteriores. não é que os outros fossem maus ou erróneos: como indiquei os tipos são consistentes, mas neste caso a fasquia eleva-se um pouco mais. nota-se mais preocupação em criar canções na acepção do termo, em terem refrões que colem realmente ao ouvido e ao mesmo tempo continuarem iguais ao que sempre foram, não acusando demasiado apelo às massas (mesmo tendo em conta que agora estão numa multinacional).

De facto canções como "a life less ordinary (need a little help), "her words destroyed my planet", "disappear" ou "pulp fiction" são perfeitos exemplos disso. Exemplos em como a banda conseguiu sobretudo aprimorar o seu som e torná-lo ainda mais coeso e contagiante ao ouvido. Súmula de carreira? epá nem por isso. Talvez possa considerar o disco mais definitivo dos tipos e sem dúvida o primeiro a ouvir quando se quiser investigar mais do grupo. no entanto acredito que se o emo rock dos tipos conseguiu ser interessante até agora, o próximo disco também é capaz de continuar a contenda.

Em súmula: este "my dinossaur life" é óptimo quando se quer descontrair o ouvido de cenas mais complexas e quando se pretende simplesmente ouvir algo simples, que soe bem e tenha refrões cantaroláveis. è pena que tanta gente enverede em guilty pleasures meio estranhos e não venha para estes lados. E é pena tambémm que estes tipos ainda não tenham o reconhecimento merecido. Conseguir ter canções contagiantes à bruta num estilo até bastante audível e acessível, mas ao mesmo tempo não perder personalidade artística, é algo muito complicado de conseguir. e os homens sempre foram e são capazes disso.

Leva oito triceratops verdes à bruta em dez.

domingo, 19 de dezembro de 2010

weezer - hurley (2010)



E deu na mona dos weezer mandar um disco cá para fora este ano. este já é o terceiro disco no terceiro ano para a banda, e se muitos acham que os weezer há muito que não são musicalmente relevantes, outros ainda se divertem a ouvir os cânticos de cuomo e companhia.

e eu sou um deles. è verdade que a genialidade da banda ficou nos dois primeiros discos, mas depois do primeiro homónimo e de pinkerton existe muito tema bom e altamente cantarolável. è verdade que a criatividade ficou para debaixo do tapete, mas sinceramente estou-me cagando. E "hurley" é mais um exemplo de meia dúzia de temas cantaroláveis, agradavelmente contagiantes e que soam sempre despretensiosos, o que é mais que bom.

Com uma capa a modos que peculiar (e que acabou por ficar para nome do álbum), os weezer continuam na onda do "estamo-nos a cagar, queremos é mandar merdas cá para fora sem trabalhar muito na cena" e isso nota-se positivamente. sim, disse positivamente. Vamos lá a ser honestos: se "raditude", "hurley", sobretudo estes dois, surgissem depois de um hiato da banda, obviamente que a coisa seria analisada de outra perspectiva. Não seria concerteza intenção dos weezer mandar uma cena, não incompleta ou inacabada, mas pouco consequente. Mas assim nós sabemos que cuomo está virado é para fazer música. e eu estou com ele.

Quanto a temas a cena não difere muito dos discos anteriores: "memories" é um excelente single, catchy à bruta e com uma letra que eu curto, "where's my sex" é o tema alien do disco (mais pela letra e pelo arrastar cheesy) que também soa mel nos ouvidos, "time flies" a balada que fecha o álbum. Posto isto e despachando a coisa, "hurley" não é o melhor disco dos weezer nem de perto nem de longe, mas tem um conjunto de malhas simpáticas, com letras simples mas certeiras e entretém à bruta.

È certo que a carreira dos weezer virou dum taxi driver para um the hangover. No entanto ambos os filmes têm os seus pontos fortes e são bons à sua maneira. Obviamente que the hangover nunca poderá ser scorsese, mas não é isso que quer. e os weezer também não querem sê-lo. Por mim tudo bem. a ver se nos dão mais umas cançõzinhas fresquinhas para o belo do sing along, em 2011. Por enquanto está tudo mais que aprovado.

dou sete kates recheadas de sensualidade em lost, em dez.


e toma lá vídeo do "memories". sim, tem povo do jackass. buéda sweet e quê.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Running wilde - ou como ter povo bué de bacano a fazer cenas por vezes não quer dizer grande espingarda



Toda a gente sabe, ou pelo menos devia saber, que arrested development é cena absolutamente genial. a família bluth, repleta de disfuncionalidade, conseguia obter uma química exemplar em todos os seus personagens, arranjar histórias cativantes para cada um deles, e pejar de referências a filmes séries e etc todos os episódios. diria inclusivamente que community talvez seja a série que hoje em dia mais próxima está desse brilhantismo que hurwitz, o criador, conseguiu obter.

Running wilde foi a nova aposta de hurwitz. tem também will arnet e david cross, e junta a isso keri russel que foi estrela em felicity. A história é simples: arnett é steve wilde um tipo milionário e emmy o seu antigo interesse amoroso. Emmy é uma activista ecológica e wilde um tipo ricaço que nunca trabalhara na vida. Ela volta à vida de wilde muito a pedido da sua filha e acaba a viver numa casa da árvore na propriedade de steve. David cross é o eterno namorado da bacana. e é isto.

Temos portanto uma espécie de opposites attarct e toda a série tem como necessidade mostrar a dicotomia entre os dois e a forma em como eles se conseguem contrapôr. E de facto ela tenta fazer isso em quase todos os seus momentos. è normal vermos Wilde no meio do seu ócio, com uma data de luxos desnecessários, e emmy a contrariar essa vivência a tentar mudá-lo e a educar a sua fiilha ao mesmo tempo.

A questão é: isto tem graça? Esse é o problema. Running wilde tenta funcionar através desta oposição de caracteres (juntando também o vizinho, amigo e rival faad e alguns empregados de steve), sendo que por vezes consegue na maior parte das vezes falta-lhe simplesmente chegar ao clímax da piada. Nota-se construção de personagens, nota-se vontade em contar histórias que façam rir o espectador, mas falta o mais importante: que ele de facto se ria. è normal que achemos graça ao estilo irresponsável e meio facilista de steve, mas a questão é que não passa muito disso.

Tendo estes factores em conta a fox já cancelou a série. Ficará com os 13 episódios que foram gravados e é uma sorte. E se por um lado a série não conseguiu granjear momentos de humor puro, por outro parece-me que teria por ali matéria-prima suficiente para conseguir carburar. Acredito sinceramente que running wilde ainda tinha muito por onde pegar e podia chegar pelo menos perto de arrested development. Parece um contrasenso dizer isto depois dos bitaites que debitei mas episódios como o excelente "the junior affairs" faziam-me acreditar nisso.

Steve wilde é uma personagem interessante o suficiente para nos importarmos com ele, e emmy com mais algum desenvolvimento chegava lá. Acho é que andy, o namorado de emmy, devia ter tido mais tempo de antena porque criar um ambientalista extremista mas que depois se contradizia em algumas acções, é cena demasiado boa para só surgir em 4 ou 5 episódios.

Sinceramente acredito que running wilde ainda vai ser lembrada daqui a uns anos como "série que afinal até tinha graça, mas ninguém micou isso no tempo certo". è pena que assim seja porque hurwitz continua a ser um génio, arnet e russel tinham boa química e a série granjeia momentos porreiros de quando em vez. só espero que esta parelha toda volte o mais depressa possível. e consiga desta vez criar um conceito que seja melhor defendido.


domingo, 28 de novembro de 2010

community, ou harvard é tipo cocó do grande.



Normalmente as sitcoms americanas funcionam por um motivo muito específico: boa interacção entre as personagens principais. Enfiam-se alguns estereótipos em cada figura, coisas em comum, e vamos ficando a vê-las interagir ao longo dos episódios, criando situações que sejam cómicas e com as quais de alguma forma nos identifiquemos. "Community" não é excepção: a série é boa porque as personagens principais têm uma química imbatível e funcionam bem juntos. a questão é: existe algo para além disso?

Vejamos: how i met your mother fala de um grupo de amigos nos trintas e tal. friends falava de...bem o nome diz tudo. raising hope é sobre uma família que tem um novo membro. big bang theory são quatro nerds e uma gaja boa, vizinha de dois deles. Tudo isto tem um denominador comum: independentemente de cada série ter personagens bem diferentes umas das outras, na maior parte dos casos, o seu passado é idêntico. estamos a falar de amizades, de temas familiares, de vizinhança. Community não. fala de um grupo de pessoas que só mesmo naquele local específico é que se poderiam encontrar. e isso faz toda a diferença.



Community tem uma premissa simples: jeff um advogado sem grandes escrúpulos é obrigado a frequentar uma faculdade pública americana para poder voltar ao activo. Rapidamente encontra um interesse amoroso chamado britta, tentando arranjar motivos para "estudar" espanhol com ela. nisto britta junta alguns colegas para fazerem um grupo de estudo de espanhol e jeff acaba por ficar no grupo também.

e pronto. o que temos depois é uma miúda que passou as passas do algarve na adolescência, um tipo mega boss no secundário que depois se lixou a entrar na faculdade, um indiano estranho, uma afro americana já para os 40 linguaruda à bruta e um tipo de meia idade a tentar ser o mais jovem possível. community vive totalmente das personagens e lucra imenso com a improbabilidade de cruzamento das mesmas: muitas das situações cómicas que se arrancam da série têm a ver com esta estranheza de interacção. nisso e também com o director da faculdade que tenta ser sempre o mais politicamente correcto possível, acabando sempre por fazer bem pior, e pelo genial professor de espanhol, señor chang aka ken jeong o chinês nu de the hangover.




Por outro lado a série tem também conseguido aguentar-se porque em cada episódio vemos disciplinas novas que os alunos vão fazendo de modo a conseguirem mais créditos. Ou seja têm existido sempre boas razões para continuarmos colados. De qualquer forma "community" funciona onde as outras sitcoms também funcionam: num cast bem escolhido (onde está chevy chase e o já citado ken jeong) numa boa interacção entre ele, mas sobretudo na surpresa em ver os habituais losers, misturados com os "machos dominantes" da cena, e com povo mais velho que já nem sabe bem o que é. Por outro lado as particularidades de cada personagem são também ricas o suficiente para a série andar.

"Community" vai somente na sua segunda temporada. ainda não sabe se será renovada ou não: isto nos states as audiências mandam, e uma série até pode ser merdosa mas se tiver público continua até ao fim do universo. No entanto para além de momentos cómicos de mestre que por vezes consegue arrancar, fica também a vitória em como misturar passados tão distintos pode dar em coisa boa. por mim venham mais umas quantas temporadas que isto merece inteiramente a minha atenção.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

the walking dead - porque os zombies são nossos amigos




Ou pelo menos são mais que as mães. Esta adaptação feita da bd com o mesmo nome (que já tem uns quantos capítulos) já é falada ao tempo. aliás pelas internets da vida e provavelmente pelo amc - canal que exibe a série nos states - isto andou a ser divulgado abrutalhadamente. the walking dead entrava nossos pcs adentro mal começássemos a pesquisar por séries novas. a verdade é que esta será provavelmente a primeira série com zombies ó sério e para durar uns tempos: e diga-se que os zombies são muito mais fizes que os vampiros: pelo menos não optam pela paneleirice do pescocinho e vão logo escarafunchar o corpo todo duma pessoa. lindíssimo.

Ora a história parece girar em torno de Rick grimes, bófia e pai de família. O nosso herói leva um tiro nos cornos, fica em coma e quando acorda apercebe-se que qualquer coisa anda estranha. Vai analisar melhor e parece que há uns quantos cadáveres por aí e povo morto-vivo. E a sinopse da coisa é isto. è simples? é. Mas tendo em conta que estamos a falar de zombies enfiados numa série pode soar estranho. No entanto existe alguém que nos descansa em relação à série em si: frank darabont himself, um dos criadores, realizador de obras do caraças como shawshank redemption e o subvalorizadíssimo the mist.



Honestamente, e digo isto sem qualquer problema, este episódio piloto pareceu-me o melhor pilot que já vi desde o de lost. è grandioso nos planos que darabont lhe aplica, consegue ser emocional no sentimento de perda do personagem principal, de incompreensão face a uma realidade totalmente nova, e ao mesmo tempo enérgico e assustador nalgumas cenas em que surgem os zombies. todas as faces desta moeda chamada "the walking dead" foram claramente (bem) calculadas para lhe imprimir o efeito desejado. Não se sente que qualquer pormenor importante fora descurado, e mesmo a história paralela deste episódio foi um portento de emocionalidade e humanismo.

Há de facto cenas que marcam mas que não vou relatar. A questão é que houve todo um misto de sentimentos já expostos e estamos a falar de uma série que se direcciona para a temática zombie. Por outro lado as personagens com quem nós tivemos mais familiaridade (rick grimes e o pai e filho cujo nome já não me lembro) foram descritas na perfeição e tivemos plena preocupação com o seu destino. E isso foi um dos grandes trunfos de lost: conseguir encher a vista mas ao mesmo tempo ter em atenção que o mais importante são as vidas criadas naquele ecrã.



Não faço ideia como é que "the walking dead" vai continuar. Mas com um portento destes acredito plenamente no futuro desta série que me parece vir a revolucionar o mundo do ecrã mais pequenote. A amc parece ter acertado outra vez. Depois da batelada de prémios de mad men (que nunca tive tomates para ver) dos prémios e da genialidade de breaking bad e da seca do caraças chamada rubicon(mas pois teve críticas porreiras), the walking dead parece seguir o trilho do canal. Agora é ver se darabont consegue continuar a história sem nos fartar de ver um tipo em busca da sua família e a dar porrada em zombies.

Se fosse para dar nota eram praí nove zombies e meio a levarem um tiraço nos cornos.


sábado, 9 de outubro de 2010

seriados que começaram no simpático corropio do outono e que eu já andei a micar.

Por tradição a temporada setembro/outubro é mais que prolífera nos states no que diz respeito a séries de tv. Este ano então tem sido um abuso do caraças: hawaii five-o, sh** my dad says, terriers, the glades, rubicon(estas duas começaram um bocado mais cedo mas que se lixe) the event, undercovers, the big c, lonestar, boardwalk empire,running wilde, raising hope, detroit 1-8-7...enfim. um porradão delas. Neste caso falaremos só de 3 exemplos que foram até agora aqueles que mais vontade me deram de ver: the event, the glades e raising hope.



The event é um emaranhado de situações, muito provavelmente interligadas de modo lógico e que acontecem meio abruptamente: ao mesmo tempo vemos um bacano fodido da marmita porque a namorada foi raptada, um atentado ao presidente dos eua, e ainda a existência de aliens na terra. tudo isto parece estar interligado. a história inicia-se de forma frenética com o que parece ser a tentativa de tomada de um avião por parte de uma das personagens, desenvolvendo-se em flashbacks constantes.

è uma história pois claro recheada de mistérios, teorias e situações que tentam surpreender o espectador. A questão é: poderá funcionar? a ver vamos. Os 3 primeiros episódios, embora longe de perfeitos, parecem-me suficientes para a coisa conseguir carburar. Mas tudo vai depender da forma em como as personagens se desenvolverem. Afinal foi à pala delas, e não à pala dos milhentos mistérios, que lost teve sucesso onde flashforward falhou rotundamente. Por enquanto parece-me ser uma série interessante de seguir, com ideias frescas e que vai buscar de facto inspiração a estas duas séries que referi como a 24. Mas não vale a pena avaliar muito, o ideal é esperar por mais...



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Já "the glades" resume-se em 3 linhas. Detective de chicago é transferido para a florida, supostamente porque o seu chefe ficou chifrudo à pala dele. a questão é que a cena na florida é mais intrincada do que ele estava à espera... e é isto. A série começa sempre por um cadáver encontrado por alguém que está naquele spot muitas vezes por razões marotas, e a investigação é desencadeada mais ou menos sempre da mesma forma. O que vale é que Jim longworth é um detective de facto inteligente, costuma transgredir um bocado o sistema em que está e isso tem graça. a personagen não sendo muito rica consegue-se aguentar, bem como os secundários: a enfermeira callie e o tipo que trabalha nas autópsias, carlos sanchez.

Não sendo portanto uma série propriamente inventiva e até sendo um pouco repetitiva por vezes, "the glades" consegue cativar através de episódios sólidos, boas interpretações e uma boa química entre os seus intervenientes. e jim longworth tem um simpático grau de coolness que ajuda. è bom entretenimento e uma boa forma de evitar os csis da vida que estão mais que batidos. aliás o próprio canal onde a série é transmitida já percebeu isso, renovando a série para uma segunda temporada.

a esta já posso dar nota: e leva sete laranjas da cena em dez.



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"Raising hope" é a nova série do criador de "my name is earl" e tem a simples premissa de um chavalo meio loser, de nome Jimmy chance, a ser pai à pala de uma one night stand com uma bacana criminosa à bruta. tudo isto se descobre em dez minutos, e depois disso a série acompanha a criança (que inicialmente se chama princess beyonce!) a ser educada pelo seu pai e sua família disfuncional: os avós que têm uns 15 anos de diferença dele, uma operadora de caixa que é o seu interesse amoroso (e a sua prima que funciona como oposto), e a bisavó maluca dos cornos que fuma à bruta e anda de topless pela casa.

"Raising hope" tem somente três episódios: para já sabe-se que vai ter uma temporada completa de 22 capítulos, mas acredito que se a série assim continuar poderá ter bem mais que uma simples season. è que tem tudo para dar certo: personagens que cativam, momentos cómicos em barda, uma boa conjugação no elenco e sobretudo um tom honesto e simples, por vezes até comovente. De facto tanto as notas no metacritic, como as audiências em si fazem-me acreditar nisso. Parece ser uma sitcom que tem tudo para ser uma vencedora. Até o formato meio abrupto em como os episódios são montados me parece ficar a matar em tudo isto. Para já é a minha grande revelação deste ano a nível de séries, e só quero é que assim continue. Quero mandar muitas mais gargalhadas à pala desta cativante família.




e está feito. the event é série para quem curtia lost, 24 e ficou lixado(a) dos cornos com o cancelamento de flashforward. the glades é para quem curtia monk e está farto dos csis da vida para ver crimes a ser resolvidos. e raising hope é sobretudo para quem gosta de sitcoms e de filmes como o gigantesco little miss sunshine. e pronto.done.