segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

weezer - raditude (2009)



Há discos como este novo dos weezer. Não muitos mas existem. São aquele tipo de discos que, embora sejam facilmente acessíveis a qualquer ouvido, com toada agradável e tal, não entram no goto à primeira. não se percebem bem como nem porquê, mas a verdade é que acontece e nem vale a pena pensar muito nisso. O problema é se desconhecemos a banda em questão.

O que neste caso está muito longe de acontecer. O rock cathy, limpo é certo mas com uma certa toada baladeira desviante à bandas clássicas de rock dos 50 ou assim sempre foi a bitola dos nerds de los angeles. Os três discos homónimos (blue, green e red) são do caraças, o pinkerton é um disco até mais experimental diria, tendo em conta aquilo que são os weezer, e depois make believe e maladroit serão itens agradáveis mas não incontornáveis - embora precisasse de ouvir o maladroit decentemente.

Adiante. Raditude não é nada disto: ou melhor inicialmente soa a disco esquecível, feito às 3 pancadas, meio para despachar frango e posta de pescada. Depois um gajo dá-lhe uma segunda tentativa...e a coisa não muda. O que muda é a forma em como os weezer querem despachar a mercadoria - e isso é feito em grande estilo. São temas rápidos, concisos, que chegam depressa ao que se quer e entretanto acabam. è interessante perceber que à segunda audição do disco me ia lembrando dos temas à medida que os ouvia, algo que para mim é raríssimo se um disco não me puxa à primeira. Aconteceu praí com o we are frequency dos portugas aside e com o mr.beast dos mogwai. E agora.

A questão é que à segunda percebemos que todas estas canções ficam no ouvido de uma maneira incrível. (If you're wondering i want you to)i want you to, o single de apresentação é um dos grande exemplos, com uma letra clara que nem água, lata, divertimento e o rock meio polido meio desviante dos weezer. E temos outros temas como the girl got hot, let it all hang out por exemplo. e ainda os trejeitos meio exóticos de love is the answer. Se bem que a melhor é a "i can't stop partying" com um feeling meio hip-hop e com a participação do rapper lil wayne. Compreende-se o mood meio hip hop chunga à 50 cent com o rock à loser dos weezer e fica por aqui uma mistura cómica, irónica, contagiante diria quase que genial. E é isto.

Raditude não é de facto weezer vintage, mas é daquele tipo de disco que cai no goto à bruta e que acaba a ficar em alta rotação tanto no rádio ou no pc, ou na nossa mona. è o disco de rock simpático de 2009 e ideal para o verão de 2010 com certeza. Cómico, simpático, divertido, despretensioso. São óptimas canções que aqui prolifera. e por minha vontade os weezer andavam a despachar fruta e atum pelo menos uma vez por ano.

Leva oito groupies insaciáveis em dez.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

avatar, a mistura entre lobos a dançar e praí circo.



Sim, vou falar de um blockbuster feito por um tipo que fez um filme altamente merdoso como o titanic. Avatar é um marco. Pelos efeitos especiais é certo, mas um marco. No entanto isso é o mais irrelevante na história de um tipo que vai meter-se no meio de uma civilização para sacar segredos deles, acabando a andar em patuscadas de boa sardinha e bifana com os tipos.

O mais importante é que o cinema é o maior espectáculo do mundo. cameron fez desta frase uma divisa, e tá a andar para fascinar o público com um mundo criado de raíz, deliciosamente real. As personagens não interessam muito, mais importante são os grandes planos à paisagem, às realidades dos na'vi (o povo do filme) aos bichos grandes comó caraças. Mas de facto isso é o mais importante.

E é o mais importante não propriamente pelos efeitos especiais: o importante nisto é que cameron os usa não como meio em si, mas sim para criar um efeito de espanto nos espectadores, para que eles se deliciem com o que estão a ver. A diferença é que o filme não é uma desculpa para usar os efeitos especiais, mas sim o contrário. Ficamos com a sensação que eles eram necessários, que fazem parte da coisa.

Cameron quis criar o maior espectáculo do mundo. Conseguiu-o. As interpretações são meio fracotas, o argumento não é nada de transcendente, mas o filme transmite sensações e emoções a quem o vê. Foram 300 milhões de euros? Pois foda-se. Mas é naquela, por 6 euros e tal não sei se conseguia melhor entretenimento que avatar. E a dedicação de cameron ao entretenimento é tal, que até diria que avatar é um filme despretensioso na sua sumptuosidade e grandiosidade. Pode parecer estranho, mas é um filme que corre para um objectivo e consegue-o. Cumpre perfeitamente e deixa qualquer um de barriga cheia. e isso para mim...chegou-me.

leva 8 soraias chaves em 10.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Serei o único tipo do mundo...

A gostar do anúncio do pingo doce? Foda-se, não compreendo o ódio. Ou melhor até compreendo: simplesmente porque não gostar dele é não perceber a genialidade por trás daquilo.




Antes mais porque há por aí muita gente a gostar de strokes. Aqui é a mesma merda: é um revivalismo dos tempos em que no rádio e na tv dos anciãos apareciam declarações sobre o bonito portugal dos nossos avós com povo a sorrir drogado a corroborar essas afirmações. Portanto remete para um tempo passado. Ainda por cima com umas guitarras tugas fofas e uma bacana que para comprar cavalo foi cantar aquilo. E é lindo compreender a forma intensa em como ela apela à qualidade e preços baixos do pingo doce como se aquilo fosse uma cena de vida ou de morte.Estou a ver a história: uma babe.o seu amor de sempre foi deportado para as colónias ou foi prá guerra colonial. Siga falar de preços baixos do supermercado.


Mas o melhor para mim é quando ela diz que "uma coisa permanece igual". E vai-se a ver são umas 3 ou 4: é a qualidade, é o preço baixo é o amor pela cena portuga.A questão pertinente aqui é somente esta: ATÃO CARALHO? è uma, são 3 ou já estás com uma broa do caralho nos queixos? Acho que é esta terceira opção. Até porque o sorriso dos putos, dos empregados, das mães e pais e avós e do cota que acaba o anúncio claramente são efeitos de lsd ou coca. Já os estou a ver no intervalo das filmagens a meterem pastilhas prá boca para ficarem naquele estado alucinado... que mel.


O anúncio do pingo doce é brilhante porque é péssimo. è uma espécie de battlefield earth dos anúncios: estão lá os clichés todos, está lá a banalidade, a parvoíce da cota do fado, o pessoal com ar estronço a mostrar as merdas. e de tão idiota que é consegue ser uma diversão do caralho. Por tudo isto e pelo facto das pessoas mostrar de um modo tão veemente o desagrado por um anúncio de televisão. Vá masé tudo pró caralho. Um anúncio destes é uma pomada autêntica um polme de merdas que reunidas dão uma deliciosa decadência à nossa televisão. E dão cabo do canastro a uma agência de publicidade.

e para finalizar um bombom:



sim esta é a gaja que canta o anúncio. Nem toda a gente curte ir pra monsanto ou prá artilharia um ganhar guita...há gente que prefere ainda pior. Viva o pingo doce foda-se.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Os campónios do país de gales

Ora foda-se. Apanham-me a ouvir uma merdoca meio indiezita, uma cena entre broken social scene e praí motion city soundtrack, com um toque british nem que seja à pala do sotaque. Os los campesinos são galeses e misturam-se entre um rock popeiro meio solarengo, com indie à mistura, mais riffs e refrões super cola 3 que entram para não mais saírem. Estiveram cá no alive deste ano e ficaram conhecidos por terem sido a alavanca musical do anúncio de verão da superbock (death to los campesinos! a tocar enquanto aquele autocarro manhoso andava por aí).

Qual é a diferença destes tipos para aquelas merdas indie pop chatas comó caralho que por aí pululam e são sempre rotuladas como de um brilhantismo ofuscante? OK animal collective é fofo e tal, mas o que não faltam são bandas pretensiosas cà bruta a falar sobre sorrisos e rouxinóis ou merdas parecidas.

Onde os los campesinos acertam é precisamente na sua despretensiosidade e no facto de se preocuparem sobretudo em divertir. Por outro lado conseguem ter influências bem boas que os coloca numa posição privilegiada. Não são claramente a melhor banda do mundo, mas são aquele tipo de som simples, bem feito, e contagiante. Aquele tipo de som primaveril para se ouvir quando o sol começa já a brilhar. Portanto ainda falta tempo comá merda para que eu os possa apreciar na estação correcta.

"Hold on now youngster" e "We are beautiful, we are doomed" são de facto exemplos perfeitos de como se faz bom rock indiezado com muita pop à mistura, sem se querer parecer o fernando pessoa de óculo. O problema está sempre em querer ser-se mais daquilo que se é. honestamente não sei se será possível para estes tipos conseguirem afastar-se muito deste registo, sem foderem a cabeça a entrar num caminho mais pretensioso, mas por enquanto estes temas de consumo agradável e em certa medida, bastante imediato, são um tónico excelente para qualquer dia mau ou bom.


e cá estão exemplos disso:







E acho que esclareci a coisa com estes dois temas. Vão masé ouvir os gajos e deixem de ler as minhas patacoadas parvas.

sábado, 31 de outubro de 2009

quando a "dor" é diferente

I hurt myself today
To see if i still feel
I focus on the pain
The only thing that's real
The needle tears a hole
The old familiar string
Try to kill it all away
But i remember everything

What i've i become
My sweetest friend
Everyone i know
Goes away in the end

And you could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt

I wear this crown of shit
Upon my liar's chair
Full of broken thoughts
I cannot repair
Beneath the stains of time
The feelings disappear
You are someone else
I am still right here

What have I become
My sweetest friend
Everyone I know goes away
In the end
And you could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt

If I could start again
A million miles away
I would keep myself
I would find a way


Trent reznor é alma amargurada pelas incidências da vida. Ou pelo menos ele diz que sim. Gosta de se questionar em relação ao que vê, criticando o que lhe parece ter falhas, mas ao mesmo tempo assumindo estados de consciência através da sua acção humana. E também há por lá crítica social e política metida à cara podre. e claro religião, um tema que reznor acha graça igualmente. E os NIN são, pois claro, a maior expressão de um homem cheio de demónios interiores e ao mesmo tempo consciente do mundo onde vive.

È fácil bater nele. Por vezes a sua auto crítica quase alcança ares de vitimização,e isso desgosta a muita gente. embora eu honestamente não perceba qual é o problema de simplesmente criticar a própria vida, cosnciência e condição humanas. Há de facto uma data de canções que têm muito disto. Lembro-me assim meio à parva de "everyday is exactly the same", "we're in this together", ou "something i can ever have".

e o "hurt" pois claro. Hurt é uma das músicas mais emblemáticas de NIN e que honestamente é o retrato perfeito do peixe que fui escrevendo: a condição do homem, a sua vontade em se sentir vivo, a sua consciência em como está no meio do nada. Isto é o que interpreto de hurt. A dor de reznor é a dor de alguém que se sente perdido, em certa medida despeitado, num toar de consciência que pouco lhe permite sobressaír enquanto indivíduo. e o final o "i would find a way" mostra, na minha ideia, um certo conformismo com aquilo que lhe sucedeu.




Obviamente que é somente a leitura de um gajo meio esquisito da cabeça. "Hurt" é um dos temas-ícone dos NIN. a verdade é essa. E quando johnny cash apareceu com a sua versão jamais eu pensaria que conseguisse soar tão diferente do original.




Mas a dor é diferente. Se reznor está conformado, perdido,e julga pouco poder fazer para reparar todos os seus erros , cash tem uma voz de total condenação. Não é uma questão de conformismo, mas sim de morte. Cash não tem tempo sequer para poder evitar esse sentimento: é-lhe impingido. Está conformado sim, mas simplesmente porque os seus dias estão no fim. E aqui o "if i could start again" soa muito mais a uma manifestação de vontade, mas ao mesmo tempo de esmorecimento: ele pensa que poderia corrigir seus erros se tivesse tempo para isso. A tomada de consciência chegou-lhe na morte, numa espécie de testamento musical. Reznor mostrou quem era com 30 e tal anos: cash só aos 70 é que decide, de uma vez, lamentar os erros do passado, falar daquilo que julgara ter feito mal, e que tinha deixado de sentir. Cash parece já ter sentido alguma coisa, vivido, experienciado. Reznor parece mero espectador de uma vida que lhe corre com ele a vê-la passar.


As dores são diferentes. Mas o genial em cash é que ele consegue imprimir esse sentimento na perfeição com um tema que nem sequer é dele. e, diga-se de passagem, um tema com uma estrutura bastante vincada, que tem uma mensagem muito específica. conseguir mudar a mensagem de uma música sobretudo através da voz é uma coisa extraordinária. Cash e reznor não serão assim tão diferentes quanto a sua música parece fazer crer: apenas sofrem de maneiras diferentes. E "hurt" foi para cash o mesmo que "requiem" foi para mozart: um testamento musical para apreciação de todos.


e é esta merda basicamente.

sábado, 10 de outubro de 2009

a vida e o seu percurso com buracos

Ponto prévio: sou um inútil. Isto é um facto. Não faço muito da vida, ainda estou na faculdade com 24 anos(tendo em conta que lá entrei aos 18) e por lá ainda vou continuar, a minha mãe banca-me as coisas todas e nunca trabalhei propriamente na vida. Não é que não tenha feito tipo cenas que já fiz umas quantas, e ganhar uns guitos aqui e acolá, mas ganhar guita tendo nem que seja um recibo verde nunca. Mas já devia fazer parte da população activa e não o faço. E honestamente eu não me preocupo grandemente com isso. Mas já devia pois claro.

Adiante que não sou o único. a verdade é que depois de ter sido um tipo pouco dado a baldas, droga ou álcool, a faculdade teve o condão de me fazer aperceber que estava a ser parvo. e confortável lá entrei e por lá continuo. Porque gosto das pessoas, do ambiente, porque me sinto bem, e também porque é cómodo. E como aquele sítio foi o primeiro sítio do mundo onde me senti cómodo, torna-se muito complicado para mim sair dali. Felizmente ainda vou ter mais dois anos. Mas sei que agora vou ter de me aplicar mais para ver se acabo o mestrado depressinha.

A questão é que estou a ser o idiota do costume que pouco faz. Até aí tudo bem porque conheço muita gente da minha geração que não é idiota e pela faculdade continua sem grandes intenções de lá sair. A questão prende-se com quem conheço e já saíu. Mais: prende-se com as pessoas que um gajo conheceu em puto e que agora vê pela porra de um ecrã.Literalmente. e que ainda por cima tem a blogoesfera para falar disto. Esta cena da net e das tecnologias de informação e o caraças permite a um gajo falar de tudo: até da grande paixão que teve quando ainda era mais puto e ainda mais parvo que hoje. Falo pois claro do meu sexto ano e praí sétimo, e talvez oitavo e nono. A miúda era esta:





Sim, ganhou o casting. sim agora um gajo pode vê-la na televisão todos os dias. è estranho. Lembro-me dela quando os pelos bigodais me nasciam timidamente e a porra da voz engrossava, e chegava sempre à escola com os dentes sujos e o cabelo desalinhado, despenteado, todo turvo. E depois via a loirinha gira, com olhos castanhos, com as amigas numa zona diferente da minha, numa das turmas dos betinhos(que a minha felizmente sempre teve mais "terrorista" como rótulo. E começava a sentir tremeliques parvos e assim. Até me lembro de achar que tinha sido num sonho qualquer que tinha descoberto o nome dela...enfim era puto parvo. Claro que o que acontece nestes casos é que a rapariga se mete com outro tipo qualquer e tipos como eu ficam a arder. Exacto. Pois. Isso,isso.

O curioso(ou nem por isso) é que hoje em dia as únicas diferenças são o eu ter engrossado a voz e os pêlos terem crescido.Agora sou um tipo com barba frondosa, voz à macho, que cheira mal da boca e que tem o cabelo em que parece que um furacão por aqui passou.e que continua a ser um puto parvo. Ah e o facto da rapariga não estar a uns 300 metros de mim junto a um recanto para onde ia a turma dela, também é uma diferença pois claro. Agora só a consigo ver pelas ondas manhosas que dão som e imagem a uma caixa que um tipo qualquer aos anos chamou de televisão. Há coisa mais anónima que isso? Se naquela altura ela mal sabia que eu existia, agora...não sabe.

Também não é trágico. Isto já aconteceu aos anos e eu já recuperei...sim recuperei. Curiosamente o padrão de há 12 anos continua a repetir-se, mas com os tombos que fui dando, este já está um bocadinho mais arredado da memória. Mas com a revelação televisiva tudo aquilo que tinha engavetado voltou a recordação um bocado mais viva.Até porque agora posso voltar a vê-la todos os dias, coisa que já não acontecia quando ela foi para vila do conde, salvo erro para fazer o secundário.Embora na prática seja a mesma coisa.

E é isto. Puto cromo da bola continua na mesma e a babe gira vai ter sucesso na vida. Não há espiga. Hão de levar na mesma com as minhas parvas e toscas lamentações, e com estes acasos estranhos que a vida dá. Afinal devem haver poucos gajos que podem dizer que uma das suas paixões da vida agora apresenta programas de televisão.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Outra vez política foda-se. e movimentos meio cromos.



Quando um gajo não tem mais nada para fazer mete-se em merdas de bussolas eleitorais, e a ver vídeos de movimentos parvos. Sim, reduzir alguns partidos a "movimentos parvos" pode ser também parvo, mas estou-me cagando como diria um antigo presidente do meu clube. Afinal um gajo duma cena verde com um "e" que passa o tempo todo a falar em esperança e optimismo sem meter merdas concretas, e outro com umas estrelas azuis e nome de mm's que diz que as prisões dos EUA estão cheias porque o sistema penal deles é bom (e é para relembrar que "pena de morte" faz parte do dicionário de alguns estados), não me metem a dizer outra coisa.

Eu desde que posso votar sempre meti a peida para meter lá a cruz. Já votei ora umas... 6 vezes (2 europeias, umas autárquicas, outras legislativas, umas presidenciais e o referendo do aborto - acho que é isto).Sempre votei em partidos nunca branco ou nulo. E a mim faz-me confusão este tipo de movimentos oportunistas. O mms parece-me apostar numa política de liberalização económica, assumindo o individualismo de cada um (a palavra "mérito" no nome quer dizer muito) à medida daquilo que são os EUA. E quando o líder de um partido veio dos EUA, estudou nos EUA, e manda postas relacionadas com o sistema dos states que é óptimo, onde não há reformas prós velhotes, segurança social, pensões de invalidez, onde se preconiza a privatização das universidades que têm muito mais nome que as públicas, onde existe pena de morte e perpétua já diz muito. E uma pessoa ser despejada por ficar 3(!) dias sem pagar a renda é anedota digna dos malucos do riso: pouco refinada, parva e sem graça nenhuma.



Já o mep é ainda mais parvo. O mms tem propostas de merda mas elas existem: o movimento esperança portugal não tem nada. A ouvir-se o seu líder o homem fala em "esperança" em "optimismo" em "confiança", parece o sócrates a falar mas com ainda menos conteúdo. E quando um vídeo no youtube relata os abraços fortes a laurinda alves enquanto justificação para extrema confiança na candidata,então nem vale a pena dizer mais nada. Se a Carolina patrocínio ou aquela bacana do ps mais novinha e jeitosa me derem uns abraços fortes, ou algo mais, até sou capaz de confiar nelas e votar no sócrates, por parece que isso chega.

Se o mms é uma espécie de "partido da liberalização económica portuguesa" o mep é o "partido do nada que vai buscar propostas aos outros". Só se entende o seu resultado europeu, que foi bem bom prós gajos, porque as pessoas ouvem meia dúzia de lugares comuns e vão na conversa. A fazer um partido daquele género até eu conseguia fazer. Está tudo farto disto e daquilo e vem o profeta do seilaonde dizer que salva isto tudo, que está muito optimista, que somos muita bons, mas não diz como vai fazer, porquê nem sequer o que raio vai fazer. epá votar no mep ou em branco parece-me o mesmo basicamente. Se calhar abstenção até estava melhor...E a história de ser o meio para ir buscar merdas aqui e ali, parece quando vamos a um restaurante de petiscos, comer umas 5 merdas diferentes, picamos aqui e ali, e depois ficamos com um sabor estranho na boca porque misturámos merdas à bruta. E acabamos por não apreciar nada devidamente. Dou ao mep o prémio "lata" por haver tomates de povo para fazer um movimento (pois partido não é com certeza) sem nada de jeito lá pelo meio.



Falei de dois podia falar no resto: mas estes parecem-me os mais parvos. Também nunca percebi o mpt, nem o partido humanista que mais parece um bloco de esquerda mas em laranja, nem o pnd que tem rótulo de "manuel monteiro ressabiado". Mesmo o bloco de esquerda me custa porque é fusão daquilo e daqueloutro misturado com mais alguma coisa. E se formos exigentes até a cduque nunca teve tomates ao longo da história para se candidatar enquanto partido comunista pura e simplesmente. E o mrpp que basicamente tem votos à pala do pcp nunca se candidatar sozinho. Ou do ps e do psd que estão de acordo em quase tudo - não vou lá muito na história do ps ser reformista e do psd querer deixar tudo quietinho: acho que as reformas do ps são aquelas que a terrível manela faria. Nem o pp que curtia ser mais pnr se o deixassem, mas o portas tem medo de ficar com um bigode esquisito junto a pessoas que dizem "homoxílio" e que viram na internet mas não sabem onde que a maioria dos homossexuais tem tendências pedófilas. sei lá há mais partidos? ainda me lembro do pous ou do pda mas um podia claramente virar foice e martelo e o outro restringir-se às ilhas. e acho estar tudo. Mandar bitaites é fixe mesmo quando baseados em generalizações. So what?

Em conclusão: vamos masé fazer chamadas anónimas pós tipos do mep que têm no seu site os números de móvel de cada candidato. Tipo entregas de pizzas ou o vai já chamar a tua filha. Assim sempre lhes dávamos que fazer caraças.